10 de junho de 2016

elementar


foz. 10062016

29 de abril de 2016

papel pautado





Lisboa. Alfama

24 de abril de 2016

Cesário (Verde)


2010
60.0 x 120.0 x 2.0 cm

22 de março de 2016

José




António Arroio. Março 2016

21 de março de 2016

Granizo


































Olival de Basto
21 Março. 2016

pág.



12 de março de 2016

23 de fevereiro de 2016

O Quinto Estado



- O Quinto Estado -
Painel - Interpretação do quadro «Il Quarto Stato». 1901 de Giuseppe Pellizza
Tinta de água, carvão, grafite e fixador sobre telas fixas entre si.
150 x 211 x 3 cm

Painel "O Quinto Estado" realizado para a mostra OИAMUH na Sagrada Família.
O quadro que deu origem a este exercício remonta a 1901 e é da autoria do mestre italiano Giuseppe Pelliza (da Volpedo). A ideia de fazer um exercício de interpretação deste quadro vinha de longe, foi maturando e teve de Ser. Conjugou-se um desejo que acendeu a vontade de querer ver por não ter visto. Saiu, entrou.
Mas: - O que tem este trabalho a ver comigo? O que tem um painel realizado a carvão que foi um dia árvore a ver com um local como Lisboa no século XXI? O que acrescenta ao contexto uma reprodução monocromática de uma obra do século passado? Obra feita ou em processo? Estarei com falta de criatividade, cansado, consumido ou sem cor que me assista? Será este mais um elemento votado ao esquecimento ou um passo consumado em direcção a: tudo? Nada? Superar o quê, quem, como, eu? Superamos-nos? Êxodo ou Volta? Estética verborreia ou erudita paleta? Actual, banal ou o piropo bacanal? Fazer grande para vender caro ou mergulhar solvendo? Necessidade ou compasso de espera? Esperas-me? Humana tendência recalcada de agradar ao próximo ou desejo inflamado de auto descoberta consumado consumindo-me? Frágeis perguntas ou sólidas respostas? Sublime processo, saudade abraçada, terna solidão que garantida tanto gosto. 
Ponto de fuga: tu.

Alfama. Lisboa.
Dezembro, 2016







20 de fevereiro de 2016

Esquisso



Amiga - Viste este mesmo aqui ao lado? Castanho apastelado, tipo mouse acaramelada?
Paulinha - Hmmm Humm...
Amiga - Não sabe a nada! Parece água gelada do Pacífico demasiado pacífica não achas?
Paulinha - Geleuhhmmm...
Amiga - Falta "punch"! Aquele signette! Vôo de águia! Pumbas colorido, toque moderno, tipo cena de cena né!??
Paulinha - Lhhehummmm..
Amiga - Cena cénica, não cínico! Era uma série tipo dança do Japão tropo conceptual topas?! O abracinho é fofo... Mas aquilo está incompleto! I n c o m p l e t o! É chungamericano. Tu não achas???
Paulinha - Pomada chilliiiii! ...
Amiga - Kê Paula??? Tu estás bem???
Paulinha - A integração do quadro azul denota aumento de pressão da estrutura da composição pelo movimento; os bustos denotam pesquisa dessa mesma dinâmica além de assinalarem claramente que contemplar é diferente de ver e ver diferente de olhar, o painel é um enorme grito nesse ponto de fuga. Nós, o observador.
Amiga - ...tipo... tipo! Sim, não. Tá-se bem! E quem é que se preocupa com isso?? Não chegando, não existe mensagem! Tipo! É um processo de comunicação falhado. Uma seca!
Paulinha - Tequilla com sal e limão ou bum-bum?



19 de fevereiro de 2016

MM07


MM07 

Fevereiro 2016
142 x 173 cm
Retalhos de algodão, ganga, veludo,
colas e emulsão sobre mdf


Cresci no meio dos trapos.
Muito puto, eu e a minha irmã brincávamos entre retalhos, rolos de tecido, papel vegetal, texturas, padrões, linhas, agulhas e alfinetes com a som das máquinas de costura da minha avó Luísa sempre presente. Talhava no corpo, provava com uma delicadeza enorme, desenhava e criava peças de roupa. Era o seu e o nosso ganha pão. Costurar com o amor de quem adora o que faz e por isso faz bem.

Vinha de longe a ideia de utilizar têxtil na concepção de um trabalho. Criar com têxtil. Usar diferentes  texturas e padrões de retalhos na criação de uma obra com recurso a desenho, stencil e corte foi a ideia que me assaltou na reunião com a Retro Lisboa. Vi ser possível e imaginei o processo. Engoli a saliva e conclui-mos que me podiam fornecer os materiais e de que a reutilização, sobretudo de peças danificadas de ganga, era a abertura de um precedente e um sinal inequívoco de que tinha de o fazer. Fiz. E é com orgulho e algum alívio, que, depois de quatro semanas de desenho, testes e provas, corte e colagem, MM07 é uma realidade, faz parte da família Retro e constitui mais uma possibilidade de criação comprovada.



A Retro City tem uma oferta de roupas vintage como não existe memória. Não compro mais roupa nova e na Rua Maria Andrade 43 ao Intendente vão surgir novidades. Vão pois... 





Agradecimentos ao projecto Retro, Shanon e Esther pela delicadeza e confiança.
Dedico este trabalho à memória da minha avó Maria Luísa presente em todo o processo.

10 de fevereiro de 2016

La Tienda



Tienda para Lys. Norte e Sul
 Dezembro. 2015





Oeste

2 de fevereiro de 2016

A Relíquia



Um espaço que não existe, uma observadora que pode existir e um corpo por acontecer.





A Relíquia 
66,3 x 30,3 cm
Acrílico sobre telas fixas entre si.
Série Devir 2014

31 de janeiro de 2016

30 de janeiro de 2016

27 de janeiro de 2016

17 de janeiro de 2016

Between Realitys



Técnica:
Técnica mista sobre tela

Dimensões:
60 x 89,5 x 2 cm

Memória descritiva:

David Bowie compreendeu que a sua essência estava em devir e para isso se talhou. Trabalhou-se, estudou e rodeou-se atentamente de quem o poderia dotar das competências para levar a cabo uma história sem comparação até à sua despedida e certamente post mortem. Recreou-se a si e à sua música. Surpreendeu, emocionou, impôs mudança abrindo e explorando novos caminhos, fundiu influências, recreou e foi tão criticado como recreado e sabendo-o, maduro, denotou responsabilidade no caminho, alertou como quem dança. Conseguiu.
A mim ensinou-me a ouvir. Com ele aprendi que o "Let's" é tão importante quanto o "Dance", compreendi por ele desde cedo a linguagem do som, da visão em mutação. De que adaptação é sinónimo de contemporaneidade. Um mestre com que crescemos, e que, cada um à sua maneira fomos integrando intimamente na soma de inúmeras memórias. Cultura. Popular.
Também por estas razões, entre 2004 e 2016, fiz três representações da sua forma e elemento. A primeira, consta da minha primeira obra Mnemonic Odissey (Aladin Sain).

Aladin Sain | Mnemonic Odissey | 2005

 A segunda, consciente de um eventual paralelismo com um processo artístico em devir consistiu na abertura de um stencil 1/1 que teve como imagem de redenhamento a sua fotografia no verso do inlay do álbum Reality. 


Master B | Stencil | Dezembro 2005

A mesma imagem que viria a utilizar no quadro sobre o qual versa esta memória descritiva. Reality foi ouvido vezes sem conta durante os meus primeiros anos de trabalho, pela sua sonoridade rock, pela sua profundidade lírica, pelos ritmos que impunha em atelier. Na frente de fundo branco rodeado por uma amálgama de tintas, aerosol de grafismo surge Bowie numa representação da fotografia no verso. Um encontro entre fotografia e grafismo que reclama algum raciocínio relativamente à realidade em que vivia, em que vivemos. Considero que David Bowie era uma artista visual sem precedentes e em cada audição de Reality não só tinha essa confirmação como dai retirava inspiração. Naif, talvez. Uma ferramenta. Certamente foi.
No dia 10 de Janeiro de 2016 com a notícia da sua passagem fiquei sem reacção, num não lugar, estático. No dia 11 fechei-me no atelier, fumei e ouvindo-o, comecei: Tendo por base as duas imagens do inlay de Reality desenhei e pintei com o objectivo de encontrar a estética que desejei ser a sobreposição das duas realidades gráficas sobre uma tela usada, palco de muitos estudos e exercícios. Entre "Let's Dance" e "Black Star" sobre "Changes" vi surgir -Between Realitys- um tributo e a minha última representação de Bowie.
Volvidos 6 dias, no Domingo dia 17 de Janeiro levei o quadro para o Lux onde durante a memorável festa de despedida a David Bowie o expus espontaneamente até ao nascer do dia. 






Desde então está na parede do meu atelier.

Verso




16 de janeiro de 2016

818


Feira da Ladra