8 de maio de 2021

4 de maio de 2021

aurevoir Julião


juliaosarmento.com



27 de abril de 2021

12 de abril de 2021

april fools


 

 

 

Local. Data e hora.

8 de março de 2021

8

 


 

 

20 de fevereiro de 2021

Além da muralha

 

 

"O Homem não nega mais sua magia, a sua coroa, a sua pele. O primeiro sinal de que o masculino achou seu caminho de volta ao sagrado está na aceitação da sua sensibilidade. Libera o seu coração aprisionado, a sua intuição e aceitou ser em amor. E não sente vergonha do seu poder lunar. Da sua poesia, do seu canto nocturno. O homem sagrado aceita a mulher que o habita, a fêmea em si, e por isso, consagra o feminino. Não com olhos de possessão, mas como poder de criação. Curou em si as suas mulheres, terminou com a disputa, terminou com o medo, acabou com o controle. Confia, pois não há o que temer na sagrada união.

Assim, o Homem volta-se para a natureza e resgata em seu peito o tambor sagrado, a batida das estações, ele honra e cuida de Gaia. Busca ser útil, torna-se servo do amor. Observa calmo a calma dos ciclos e com eles aprende. Ele resgata sua sabedoria natural, seu olhar profundo para os mistérios que habitam o primor de toda a criação. Um homem curado, torna-se uma extensão do poder do rio, da montanha, da caverna, do deserto, das florestas e do mar.

O Homem sagrado caminha. Peregrino, ele busca, ele sobe, cruza mares, planícies, picos e vales. Ele busca o disco solar, o Santo Graal, o Pai na Mãe. Até que na sua passagem a luz o cegue, a Verdade e o amor o transforme. Nesse momento, nasce nele o discípulo. O homem sagrado é um pescador de almas. Um curandeiro, um mago, o velho e solitário sábio com sua lamparina, confiante, calmo, discreto e silencioso.

Ele já não busca aprovação externa, não tem sede de poder porque transmutou ganância, avareza e egoísmo. A inquietação pela autoafirmação já não o possui, ele não precisa mais provar valor, a imposição de um sucesso ou a sua masculinidade perante outros homens. Ele não compra mais o amor e não se vende por poder. Está liberto do julgamento do machismo e competição. E sim, o machismo compromete o caminho entre o Homem e o seu desígnio. Num confronto interior sem resolução pela impossibilidade de apreensão dos elementos, usurpa e explora corrompendo os ciclos naturais e as sagradas hierarquias. Competindo, compromete equílibrios olvidando a gratidão do peito, a memória do calor do colo, do cuidar da Vida entregue da Grande Mãe.

A comunhão do masculino com a sacralidade da vida desenvolve a coragem, uma coragem que não se embriaga ou desafia a vida. Ele prima pela vida, pela sua continuidade e plenitude. A coragem serena do guerreiro. A sua espada não está a serviço de guerras, confrontos ou jogos, ele descobriu no caminho que a única luta possível só pode ser feita dentro, matando em si os seus demónios, medos e as suas ancestrais memórias violentadas. Ele não se nega, não se anula e cura o complexo em si. Compreendendo-se em amor, aceita-se. Lapida a sua potência, a sua criatividade e o seu poder com a paciência e dedicação de um carpinteiro.

O seu poder não é medido por dinheiro, inflamações ou status. É o seu olhar que impõe presença. Sua voz dócil toca corações e opera na consciência de quem dele se aproxima. Verte a água que da alma mata a sede. Esse homem de Deus e da Deusa caminha alinhado entre o solar Pai e o útero terreno da Grande Mãe, entre o Sol e a Terra, ele é o caminho. O meio pelo qual as duas grandes linhas de força se manifestam. Sereno, é a manifestação. É um canal para as divindades e os seus aliados são as forças da Natureza, sua Mãe primordial.

O masculino que vive assim, vive em paz de espírito, faz o que tem que ser feito à revelia da barbárie. Ele vence sem desembanhar a espada no silêncio da meditação. Seus impulsos violentos são canalizados, transmutados em acção criadora.

Seu chakra sexual não é matizado por agressividade, ele vive a sexualidade harmonica. A comunhão. Reconhece na parceira a deusa diante de seus olhos e quando a toca, toca um instrumento cuja melodia celebra Vida. União.

Um homem inteiro é um homem de Bem, porque sabe que amar, num cenário de competitivo suicídio, é a maior das revoluções, o verdadeiro ato de coragem. A concórdia consigo mesmo. A compaixão pelo seu irmão, o único e possível grito por liberdade. Por verdade. Seu olhar não condena, suas palavras fertilizam e a sua presença clarifica.

Aprendeu a perdoar e já não precisa mais atacar seu pai, nem anular sua mãe, ele é um cuidador. Nutre seu filho e existência com carinho e amor. Ele é firme como tutor e um leve mediador. Sabe que um filho não é sua posse e respeita a liberdade, a expressão e a natureza do ser. Com ele aprende, com ele se estrutura.

A liberdade que ele busca nada tem de efémero. Na tarefa árdua do esvaziar por equilíbrio, transborda agora a lucidez que lhe enche o cálice pois encontra a liberdade na responsabilidade do servir. Deixou de questionar as ordens que iluminam a sua consciência. É livre. Porque ocupa o seu lugar, porque reconhece a sua herança solar. A sua realeza divina.

Esse Homem não é um santo no sentido corrompido da palavra. Ele casa, dança, brinca, trabalha e com sustentabilidade sustenta. Santidade emanência, de dentro, não para fora. Seus actos, palavras e ofícios são sacrifícios aceites, integrados. Leves penas que lhe permitem o vôo. Alto. Na defesa da Verdade, ele suará o sangue. Ele vê o todo. Ele sente o todo. E ele aceita. Suas criações transformam vidas, geram beleza, esperança, concórdia, calor.

Quando esse homem sagrado desperta, Gaia sorri, a Lua dança, Júpiter abençoa, Saturno veste nele a armadura, Venus entrega-lhe a rosa e o Sol abraça-o de Vida.

Esta é a sina do masculino, desperto, curado, sagrado e que os homens podem empreender. E quando ambos, mulher e homem vibrando nesse estado purificado se encontram, um portal é aberto nessa dimensão, o Sol desce à Terra, e o filho do amor nasce. A criança da sagrada união que trás consigo a consciência Crística ao mundo.

O Grande Homem deixa o seu legado. Seu templo imponente é a sua própria vida. Tal homem redime a matéria. Deixa a luz passar sem qualquer resistência e Esse, retorna rejubila.

Eis o homem sagrado".

Autor desconhecido

 

 

Texto adaptado de uma partilha enviada pelo meu querido amigo Marcus Portela no dia 19 de Fevereiro de 2020.

19 de fevereiro de 2021

MM 12

 

 
 



 

12 de fevereiro de 2021

17 de janeiro de 2021

Baton vermelho


 Eufémia contra o regime patriarcal, a barbárie, a boçalidade, a propagação e manutenção da ignorância que nos separa e consome.

Voltemos a nós mesmos, ao reconhecimento da nossa essência feminina. Que se assuma de uma vez, pois sem ela, bestas somos e de Homens temos pouco.

 Respeitar a sacralidade do feminino é compreendermos-nos no nascimento, no cuidar, no proteger e no criar. As essenciais raízes.

Maternas Mães, integrem e assumam o vosso legítimo poder porque por vós foi parido o futuro. Desde sempre.

12 de janeiro de 2021

11 de janeiro de 2021

Open Calling 100 x 100

 


100 x 100 consiste na segunda edição de uma exposição colectiva de pintura baseada na forma e de livre conteúdo.

100 x 100 é uma mostra colectiva onde todos os trabalhos apresentados têm a mesma dimensão, 100 por 100 centímetros. Com um tema em aberto; a técnica, as influências, composições e memórias descritivas de cada obra são livremente assumidos por cada um dos artistas de acordo com os seus critérios, intenções e desejos.

100 x 100 pretende integrar o ritmo delineado pela forma com a diversidade de criação individual num mesmo espaço sem uma estrutura rígida ou tese inter-relacional deixando em aberto um livre conjunto de possibilidades e interpretações. 

100 x 100 realizar-se-á na galeria Municipal Orlando Morais na Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva na vila da Ericeira. À luz da primeira edição, as obras seleccionadas são dispostas tendo por base o critério das datas de nascimento dos participantes. O tempo como curador. De acordo com a arquitectura do espaço, o número de propostas apresentadas fisicamente são 30.

Requisição do formulário de inscrição, condições de participação e o envio de imagens das propostas a apresentar, deverá ser efectuado para o e-mail: 100x100colective@gmail.com até ao dia 15 de Agosto de 2021. Mediante confirmação, as obras devem ser entregues durante o horário de funcionamento da Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva - Ericeira - Rua Mendes Leal  nº 5 no período de 31 de Agosto a 3 de Setembro.

A exposição abrirá ao público às 15:00 do dia 11 de Setembro de 2021 e encerra dia 10 do mês de Outubro. Durante esse período, se os autores assim o desejarem, as suas obras são disponibilizadas para venda de acordo com o valor definido por cada participante.

A produção da 100x100 responsabiliza-se pela recepção, acondicionamento, montagem e integridade das obras recebidas. Como na primeira edição, será editado e impresso um catálogo da exposição.

Assim seja, pelo bem cuidar, na força de uma consciência global, planetária. Unida em Paz num equilíbrio de coabitação sustentável integrado por respeito e compreensão.

Gratidão.

 

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100 x 100 is the second edition of a collective exhibition of paintings based on form and free content.

100 x 100 is a collective painting show where all the works presented are of the same size, 100 by 100 centimeters. With an open theme, technique, influence, composition, and descriptive memories of each work are freely assumed by each of the artists according to their criteria, intentions, and desires.

100 x 100 aims to integrate the rhythm delineated by the form with the diversity of individual creation in the same exhibition space without intending to predefine an inter-relational structure or thesis. This leaves open a continuous set of possibilities.

100 x 100, second edition, will be held at the Municipal Gallery Orlando Morais in Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva at Ericeira village. The selected works will be exhibited in the gallery based on the criterion of the birthdates of the artists. Time as curator. According to the constraints of the space, the number of works to be presented is 30.

Requisition of the participation form and conditions to participation should be sent to 100x100colective@gmail.com by the 21st of August 2021. The confirmed works must be delivered to Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva - Ericeira - Rua Mendes Leal nº 5 between 31 August and 3 of September.

The exhibition will open to the public on Saturday 11 of September, 2021 and will end on the 10th of October. During this period all works are available for sale according to the value defined by each artist.

The 100 x 100 production is responsible for the reception, exhibition, and integrity of the works. As in the first edition, the realization of a catalogue of the exhibition will be edited and printed.

In the name of good care and in the strength of a global, planetary consciousness, we are united in peace in a balance of sustainable cohabitation integrated by understanding and respect.

With Gratitude.

7 de janeiro de 2021

30 de dezembro de 2020

21 de dezembro de 2020

3 de dezembro de 2020

O último dos primeiros

























 

Fotografias realizadas no dia do centésimo aniversário do mestre Cruzeiro Seixas na SNBA. Inauguração da exposição retrospectiva Fazedor do Nada Perfeito.

Incontornável.


29 de outubro de 2020

XXL

 


 

 

 

20 de outubro de 2020

30 de setembro de 2020

88

 


 

 

 

 

25 de agosto de 2020

25082015

 


 

 

 

 

10 de agosto de 2020

9 de agosto de 2020

Carta mergulho

 

  

Carta a quem quer mergulhar nas práticas com o cem-centro em movimento na temporada que começa em outubro de 2020 (diving in body, movement and the common practices with cem, scroll down for english, a foto é garganta-pátio):

em cada outubro temos mergulhado na temporada de práticas de existência a que chamámos investigação artística nos estudos do corpo, do movimento e do comum.
desconfio que aquilo que fazemos é sempre aprendendo o que possa ser essa potência de existir para além de sobreviver ou “funcionar” e o que possa ser a possibilidade de corpos não só humanos viverem lado a lado co-tecendo mundo.

fomos dando nomes às coisas enquanto exercício também de considerar a especificidade de cada uma na diferença das coisas iguais, por exemplo:

o risco da dança apura o gesto que cada umaum traz ao aparecer seja com que forma ele se fizer presente... dança, escrita, fala, pensamento....no risco da dança praticamos a perícia do artesão da arte-existência.

a fia considera o tecer-fiar que o entre-corpos gera criando malhas de tensegridade que nutrem o ser-com afinando a justeza interna de cada fio nessa ressonância do comum, exercitando o não-saber.

a sopa é um exercício de cozinhar em comum (literalmente) uma sopa que alimenta (literalmente) cada umaum praticando a cada momento não planear, libertar o fazer dos porques e paras, considerar o rigor de cada gesto no co-fazer acontecer, escutar as ondas de navegação que a atmosfera gerada pelo lado a lado vai criando e como essa atmosfera influi (literalmente) no sabor da sopa, abrir o coração à co-existência do útil e do inútil trazendo ao mesmo sentir cortar cenouras, separar feijões, cantar, lavar a loiça, dançar, escrever, sem julgamentos de valor nem cristalização de hierarquias de prioridades.

a demora dedica-se ao desaprisionar do tempo, abre a prática de estar-com demoradamente, deixando aparecer um corpo-mundo que acompanha a geração de consistências, de caminhos, de gestos, de pensamentos, de afectos sem se aprisionar na produção de algo e acolhendo a co-existência de universos visíveis/invisíveis, tangíveis/intangíveis, materiais/imateriais.

o pedras, práticas com pessoas e lugares dedica-se ao estarcom qualquer acontecimento, qualquer lugar, qualquer corpo, qualquer contexto, exercitando a confiança em ir sendo, estando, fazendo-com. não existem “condições ideais” e os limites do que o corpo-qualquer pode tornam-se surpreendentemente elásticos. o pedras pergunta especificamente sobre a geração de cidade, e conta-nos histórias de como a capacidade de escuta sem julgamento destapa cidades que não aparecem numa primeira camada.

o pátio é um acontecimento performativo que escuta o retorno do mundo na relação com o co-acontecer de quem se ajunta fazendo o que está a fazer, sendo o que está a ser, elasticando a membrana da alteridade e desfazendo as leis esclerosadas do “espectar”, da comunicação, da arte-agora.

o espaço experimental é um encontro que pratica a comunicação de qualquer processo de criação/documentação exercitando o atrevimento de experimentar, o erro, o feedback, e a dissolução da vaidade do artista.

na temporada passada desfocámos os limites dos programas de investigação “risco da dança”, “fia” e “demora”, confiando que a especificidade de cada abordagem poderia nascer do próprio encontro com quem vem ao encontro e não tanto de uma calendarização prévia....parecia que já estávamos prevendo a situação pan-démica que agora vivemos, chamámos-lhe tempo de mergulho.

para esta temporada a exigência da qualidade do encontro, o rigor da forma como cada umaum encontra em si o desejo de estarcom as práticas do cem, ainda se apurou mais.
cada vez é mais evidente que não podemos-queremos convidar ninguém que não se convide a si própria.

a concretude da caminhada que faremos lado a lado assumirá as formas mais adequadas pensadas-sentidas-discutidas em cada momento.
com certeza que a co-presença em corpo físico terá as suas alterações mas o rigor de cada passo será, como sempre tem sido, afinado no próprio caminhar.
há já alguns anos que exercitamos a proximidade-distância nutrindo as interafectações que vão desenhando o aprender-ensinar-pensar-partilhar que cada ano desenham a viagem.

até no pagamento do trabalho com o cem convidamos a que cada umaum se mova, faça uma reflexão, consulte os preços que praticávamos antes desta pan-demia (cerca de 200 euros/mês), analise a sua situação e a justeza da sua contribuição financeira, e faça uma proposta.

o futuro é agora agora agora.



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letter to those who want to dive with the c.e.m-centro em movimento in the season that begins in October 2020:
every october we have plunged into the season with practices of existence that we call artistic research in the studies of the body, movement and the common.
I suspect that what we do is always learning what this potency of existence may be beyond surviving or “functioning” and what can be the possibility of considering forms of vibration, not only humans, living side by side co-weaving the world.

we gave names to things while also exercising the specificity of each one in the difference of things alike, for example:

the risk of the dancing refines the gesture that each one brings into appearance in whatever form it is presented ... dance, writing, speech, thought .... in the risk of dancing we practice the skill of the artisan of art-existence.

the fia considers the weaving-spinning that the inter-bodies generate creating meshes of tensegrity that nourish the being-with, fine-tuning the inner fairness of each thread in this resonance of the common, exercising not-knowing.

the soup is an exercise in cooking in common (literally) a soup that feeds (literally) each one practicing at every moment not planning, freeing the doing of the whys and what fors, considering the rigor of each gesture in the co-making happen, listening to the waves of navigation that the atmosphere generated by the side by side creates and how this atmosphere influences (literally) the flavor of the soup, opening the heart to the coexistence of the useful and the useless, bringing at the same time the feeling of cutting carrots, separating beans, singing, washing the dishes, dancing, writing, without judgments of value or crystallization of hierarchies of priorities.

demora is dedicated to the un-imprisonment of time, invites the practice of being-with in open time, allowing the appearance of a body-world that accompanies the generation of consistencies, paths, gestures, thoughts, affections without being imprisoned in the production of something and welcoming the co-existence of visible / invisible, tangible / intangible, material / immaterial universes.

pedras, practices with people and places, is dedicated to being with any event, any place, any body, any context, exercising confidence in continuously being, thinking and doing-with. there are no “ideal conditions” and the limits of what anybody-thing can become is surprisingly elastic. Pedras asks specifically about the generation of the city, and tells us stories of how the ability to listen without judgment uncovers cities that do not appear in the first layer.

pátio is a performative event that listens to the return of the world in relation to the co-happening of those who come together doing what they are doing, being what they are being, elasticizing the membrane of otherness and undoing the sclerotic laws of “spectating” , of communication, of art-now.

the experimental space is a meeting that practices the communication of any creation / documentation process, exercising the audacity to experiment, the error, the feedback, and the dissolution of the artist's vanity.

last season we blurred the limits of the risk of dancing, fia and demora research programs, trusting that the specificity of each approach could be born from the very encounter with those who come to the meeting and not so much from a previous schedule. ..it seemed that we were already foreseeing the pan-demic situation that we now live in, we called it time for diving.

for this season, the demand for the quality of the meeting, the rigor of the way each one finds in themselves the desire to be-with the practices of cem, is even more sharpened.

it is increasingly evident that we cannot/we don’t want to invite anyone who does not invite herself.

the concreteness of the journey that we will take side-by-side will assume the most appropriate forms thought-felt-discussed in each moment.
certainly the co-presence in the physical body will have its changes but the rigor of each step will, as it has always been, fine-tuned in the walk itself. we have been exercising proximity-distance for some years now, nurturing the inter-affectations that shape the learn-teach-think-share that each year draw the journey.

even in what concerns paying for the work with cem we invite each one to move, make a reflection, check the prices we practiced before this pan-demia (about 200 euros / month), analyze your situation and the fairness of your financial contribution , and make a proposal.

the future is now now now.



 

31 de julho de 2020

kiwi