5 de janeiro de 2023

1 de janeiro de 2023

23

 



 

 

 

 

 

 

 

13 de dezembro de 2022

Chove a cântaros


 

Agradeço a tua presença, esse olhar leitura, curiosidade ou o que seja que aqui vindo desejas, Agradeço.

Passam semanas sem aceder aqui, como se esquecer fora possibilidade. Voam meses sem que actualize, fixe aqui o que quero que seja. Deixar o querer trouxe o silencio a este lugar que sereno contrasta com as redes que alimento com assiduidade impulsiva e que a custo faço que entendo no deslize da serotonina. Aqui, um sentimento de refúgio secreto que se prolonga sem ofuscar. Uma distancia reservada que agrada e ata. Por um lado, agrada-me a sombra fresca longe da confusão das avenidas, anúncios buzinas e esplanadas barulhentas com palhinhas. Aqui, chupo a azeda num passeio sem destino programado, além de tu. Só ver chega tanto que o caminho se desfolha na gratitude de cada momento. Por outro lado, é bloqueio o arrastar do lastro com pouca corrente, sem vento nem rota aparente. Preciso sem depender do reflexo da tua pluma calada por volumes comandados, pós de arroz e segmentos. Perdão. O peso flutua sobre uma inconsistente massa de memória que indolor se tornou um estar, uma forma de olhar, um ser que só, solitário, sem reflexo ou mensagem não é. Ser. Ser corpo só não tem completo, afecto ou o reflexo vivo do olhar. Desalmado, se torna relíquia de cheiro a mofo, pó no escuro esquecido, carga de lixo arremessada pela janela num abafo de contentor. Delete. Libertação? Delete. Insatisfação? Delete de nada. Silêncio pausa. 

Nada se ouve, a cântaros chovia.

1 de dezembro de 2022

9 de novembro de 2022

Comunicado Ação Cooperativista

 

 

"AS MENTIRAS DO MC E A REITERADA SUBORÇAMENTAÇÃO E PRECARIZAÇÃO DA CULTURA
 
A 26 de setembro, anunciava Pedro Adão e Silva, Ministro da Cultura, um reforço de 114% face ao período anterior, para um total de 148 milhões de euros para os apoios sustentados às artes para 2023-2026. A notícia, à primeira vista extraordinária, reconhecemos, ocultava um embuste: num concurso para as várias áreas artísticas que podem candidatar-se a um programa de 4, ou de 2 anos, este aumento foi aplicado de forma discriminatória, apenas a quem se candidatou à modalidade quadrienal. Disse, então, que era uma decisão que respondia a "um grande movimento de candidaturas de bienais para quadrienais". Sendo que o prazo de candidatura já tinha fechado, e que já sabia que havia um total de 361 candidaturas elegíveis, como declarou na altura. Ora, os dados que temos disponíveis até ao momento, revelam que este argumento se traduz numa mentira e alertamos, de novo, para o agravamento esperado desta promoção da desigualdade e da precarização nas artes e na cultura, efeito que se agravará, nos próximos dias, quando forem anunciados os resultados ainda por divulgar, relativos ao Teatro. A estes factos, soma-se ainda a perplexidade perante a constatação de que,
ainda com esta carência, do reforço anunciado, no correspondente às áreas artísticas cujos resultados são já conhecidos, terem ficado por atribuir 2 400 000€. Ou seja, o Estado não executou (logo, tem um excedente, por executar) do orçamento disponibilizado para estes programas mais de 2 milhões de euros.
A Prova dos Factos e as Contas Certas:
Das candidaturas analisadas até ao momento (sem contar com a área do Teatro, cujos resultados não são ainda conhecidos), verificamos: Do universo das 244 candidaturas submetidas, foram muitas mais aquelas que se candidataram a bienais: 145 para bienais; 99 para quadrienais (correspondendo a um total de 16 860 000€ para bienais e 20 460 000€ para quadrienais, por ano).
Nos resultados, a introdução do reforço (com o critério discriminatório), gerou uma danosa desigualdade na distribuição do orçamento: apenas foram propostas para apoio 33,79% do número de candidaturas a bienais e foram propostas para apoio 86,87% das quadrienais. Temos então que apenas 25,42% do total do valor (dos 16 860 000€) solicitado nas candidaturas a bienais foi proposto para apoio. Fica por saber também o que Pedro Adão e Silva pretende fazer com os 2 400 000€ que, para já, podemos comprovar que ficaram como excedente, não executado, nos resultados dos concursos já conhecidos. E também aqui, verificamos a mesma tendência de disparidade entre os bienais (que ficaram 1 680 000€ por atribuir) e dos quadrienais (que ficaram 720 000€ por atribuir).
Vamos fazer contas:
Só temos de ir ao “Manual do Candidato do Programa de Apoio Sustentado Às Artes” (modalidade Bienal e modalidade Quadrienal), onde verificamos os totais globais atribuídos a cada área e a cada programa-contrato (Bienal e Quadrienal). Aplicando o reforço anunciado pelo MC em setembro a cada área e comparando com os resultados conhecidos por área, verificamos que nos Cruzamentos (Bienal) ficaram por atribuir 360 000€, na Música (Bienal) ficaram por executar 960 000€ e na Programação (Bienal) ficaram por executar 360 000€. Em alguns destes casos, é ainda mais grave porque foram excluídos do apoio estruturas com pontuação elegível e havendo ainda orçamento para as incluir, como é o caso da Programação (Bienal).
A Ação Cooperativista e outras estruturas representativas do setor já haviam chamado a atenção para diversos fatores constantes deste concurso que deviam ser corrigidos e para o esmagamento e destruição do tecido artístico que era expectável do resultado. Estamos agora noutra fase. Neste momento é urgente reparar esta disparidade violenta e inaceitável entre a percentagem de quadrienais e de bienais que ficaram de fora.
O MC foi avisado antecipadamente da razia e dos danos, também financeiros e de precarização, dos resultados dos concursos se não houvesse um reforço. O reforço, bem-vindo, suscita muitas dúvidas e sinais alarmantes:
A) Não respeita o princípio de justiça distributiva. O que justificou
privilegiar as estruturas mais consolidadas, de maior escala e maior
enraizamento no terreno, quando o argumento evocado não é comprovável pelos números? Estas estruturas merecem todo o reconhecimento do setor. Não é isso que está em causa. Este ato discriminatório do MC não vai dividir o setor, porque não são questionáveis os apoios já atribuídos ou “propostos para apoio”.
B) Qual a legalidade da introdução de uma alteração, quando já o concurso está fechado, que tem consequências concretas nas regras e gera danos e desigualdades na oportunidade de concorrência leal a este concurso? É vergonhoso o desconhecimento do setor revelado pelo Governo porque sabíamos que as estruturas ponderaram o orçamento disponível para ambas as modalidades (bienais e quadrienais) e muitas, MUITAS, optaram por concorrer a bienal por precaução, levando a um resultado totalmente inverso ao que o MC afirma, quando este já estava em posse das candidaturas. Este reforço – que saudamos – não mitiga o subfinanciamento gravoso da cultura. As afirmações demagógicas do MC não conseguem esconder este facto.
C) Repetimos: saudamos a manutenção da valorização da descentralização e o reforço. MAS, mais uma vez, não foram dadas quaisquer razões para a aplicação desigual do reforço para os quadrienais nas diferentes áreas artísticas. A falta de diálogo transparente com o setor e com a opinião pública é lamentável: As Artes Visuais e a Dança continuam a ser desconsideradas incompreensivelmente neste orçamento. Os concursos continuam a não conseguir valorizar as singularidades específicas de cada projeto, verificando-se casos gravosos de estruturas de reconhecido mérito, com pontuação elevada, mais de 80%, mas com um menor trabalho no mediatismo, que ficam de fora, como ainda aconteceu em casos de candidaturas a quadrienais, como é o exemplo flagrante do C.E.M. Centro Em Movimento, na área dos Cruzamentos Disciplinares.
Do que foi anunciado até ao momento, foram submetidas 244 candidaturas. Destas, apenas 20 tiveram pontuação abaixo dos 60%. Esta é a prova (se ainda precisássemos) do extraordinário nível de qualidade do tecido artístico, em que apenas 8% dos projetos não alcançam o patamar da elegibilidade (validada a partir de 60%).
 
O MÍNIMO QUE ESPERAMOS DA AÇÃO RESPONSÁVEL DO
ESTADO É QUE UM DIA A EXCELÊNCIA DO ORÇAMENTO DE
ESTADO PARA A CULTURA POSSA APROXIMAR-SE DA
EXCELÊNCIA DA QUALIDADE DO TECIDO ARTÍSTICO, NESTE
MOMENTO COM UM DESFASAMENTO PERVERSO!
 
As consequências da ação do MC:
As consequências deste não financiamento a projetos bienais significa que são lesivas do ponto de vista artístico e do ponto de vista laboral.
Analisemos o ponto de vista laboral e financeiro:
As estruturas com apoio bienal ao verem o seu projeto recusado vão ter de reformular a sua atividade e a sua execução orçamental. Para dar continuidade ao seu trabalho, com um orçamento muito mais curto, irão ter de prescindir dos vínculos laborais permanentes (profissionais da área de produção, direção artística), contribuindo assim para a precarização do setor. Recordamos que para estas estruturas, os gastos com recursos humanos compõem a fatia mais significativa dos seus orçamentos, ainda mais neste momento em que tentam acomodar custos extra, querendo corresponder às exigências legais introduzidas pelo Estatuto para Profissionais da Cultura.
Ao reformularem as suas atividades, estas estruturas vão ter de deixar cair projetos que já tinham acordos de coprodução com estruturas programadoras (teatros municipais, Rede de cine teatros, até investimentos e parcerias internacionais), pondo em causa a qualidade da oferta destas estruturas públicas e simultaneamente o apoio que lhes foi atribuído com base nos projetos que iriam desenvolver. Se uma estrutura concorrente a bienal, decidir manter a sua proposta de atividades mesmo sem este apoio, terá duas alternativas: ou “emagrece” as equipas, deixando mais profissionais sem trabalho ou mantém a equipa e reformula os orçamentos, contribuindo para a descida generalizada das remunerações neste setor onde os honorários já são muito baixos.
A Ação Cooperativista reforça o que sempre tem reivindicado, que todas as candidaturas elegíveis sejam apoiadas, chamando a atenção de que não basta ter uma classificação positiva para ser elegível mas apenas as candidaturas com pontuação superior a 60%. Neste momento, exigimos apenas que haja uma mitigação dos danos desta mentira e que a disparidade entre a percentagem de apoio às candidaturas aos bienais se aproxime da percentagem de apoio aos quadrienais.
AÇÃO COOPERATIVISTA de apoio a profissionais do setor da Cultura e das Artes
Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico e da linguagem neutra de género".
 
 
Photo-Graph:
DDancer 01

29 de outubro de 2022

23 de outubro de 2022

18 de outubro de 2022

Mulher Azul da Carlota

 


"Nos primeiros anos de escola lembro-me de me esconder atrás do meu talento e aptidão para a Arte de desenhar, pintar, cantar, dançar, e tudo o que permitia expressar a minha criatividade. Comecei a sentir vergonha por ser “boa” em algo. “Desenhar bem” fazia-me sentir diferente e várias vezes experienciar competição ou desdém, fez com que aquela criança, que continha em si uma incrível facilidade de se expressar pela arte, se fosse fechando na sua concha com medo de “ferir” os amigos e ser posta de parte.

E assim, a fonte mais sagrada do fluir da vida, a criatividade, se desvanece, dando lugar a bloqueios que influenciam pensamentos, palavras e acções.

Como esta história, existem tantas outras por aí. Vamos crescendo achando que fazer parte é ter que ser igual aos outros, aprendendo a fazer letras “bem feitas” e direitinhas num caderno de linhas verticais e azuis. Cheios de regras e conceitos do que é belo ou feio, do que é certo ou errado.

Recentemente, ao mostrar o meu trabalho e receber um feedback de comparação e competição, este sentir longínquo de criança veio ao de cima.
Observei o quanto aquele fantasma de ser “boa” ainda assombra o fluxo da minha expressão no mundo. O não me mostrar por completo por conta dessa memória..

Aceitarmo-nos como somos e a arte que fazemos, é um acto de amor com a própria vida. E o belo e o feio que vemos fora, são as partes que já aceitamos ou não dentro de nós.

Por isso continuo a criar. Pelo poder de cura que todo este processo já me proporcionou e por tudo o que já testemunhei ao facilitar e guiar espaços de transformação e cura pela arte com outros Seres. É poderoso e único.
É a minha medicina e servir com ela é trilhar o caminho do meu coração.

Não te escondas atrás daquilo que ainda te impede de sair da concha. A cura acontece caminhando.
Está lá fora um mundo inteiro à espera para te escutar. Salta. Voa. Expande.
Se quiseres a minha ajuda para esse salto, estou aqui ".

Marta Carvalho

 

 

17 de outubro de 2022

25 de setembro de 2022

Keep allowing change to happen, because it will.

 


 "We use movement and dance to open up and explore some of the intra and inter-personal dynamics that are happening within the creation of community projects. Embodiment cuts through to the heart of things, helps us get real and show up as we are deep down with each other, giving us a chance to revision and encourage change for the benefit of everyone".

Adam Barley

4 de setembro de 2022

1 de agosto de 2022

28 de julho de 2022

27 de julho de 2022

17 de julho de 2022

2 de junho de 2022

Pelargonium cucullatum

 


 

Malva selvagem
potência de vida
trémula imensidão
fio de uma graça
gratidão
caminho conjunto
salva acção
torrente ternura
palavras torrão
tempo torque
sopro sagrado
liberta salva
consagração
imanente ternura
transcendente olhar
guerreira da paz
de elementos tecida
escuta, dança e restauração
tensão de arco
plena flecha direcção
timbrado de adufos exposição
suave trilha
trigrama veloz
sulco de passo acertado
em areia, marés
correnteza do rio
nascer e dormir do Sol
renovada
arte em plena criação
criando vivência razão
amendoins de roer
rir vibrante
religião
abraço de abrigo
baileia expansão
salto pirueta
recapitulação
força da amura
conhecimento e previsão
tenra raiz sanação
caule, seiva, flor de fruto
doce decassílabo
luminescência
clara valência
canto raiado
missão
.

Halo



 

 

1 de junho de 2022

30 de maio de 2022

Pomme



POMME
2022
Acrílica sobre tela
S ~ ArteSer 1

23 de maio de 2022

28 de abril de 2022

"Dear Friends...

 

"...Am on my way back from Portugal now and thinking of you all, your kindness and generosity and how much I learnt from each of you! At the airport I was very happy to discover that there were still little bits of paint on the edges of my fingers that somehow I didn’t manage to wash off! That says it all - the experiences of the last couple of days will be engrained in me for ever!"

 

 

William P.

25 de abril de 2022

19 de abril de 2022

12 de abril de 2022

A Canção da Borboleta

 

 

2021.

Acrílica sobre tela. 100x100.

Passos pequenos, superfícies enormes. Formas veladas sobrepostas, juntas, conectadas por desejo firmado em sonho. Um processo de acrílica pintura que na sua progressão foi lenta e livre fruiu cada momento e gesto como espelho. Na revelação, no encontro do limite da sugestão das distintas leituras, no toque e interacção de cada tonalidade e volume, fluxo, fracturas, dobragens, quedas, ascensão, equilíbrios sinuosos, lucidez e verticalidade. Densidade caleidoscópica onde sutis graus de desfazamento antecipam um novo lugar. Flexíveis padrões de movimento que convergem num encadeamento de reinvenção que dissolve tempo com vagar. Beleza. Natural linguagem, que integrando todos os mecanismos de hibridação anteriores, paradoxalmente os anula num pulsar inocente que, como um recém nascido, vem envolto na diversidade de combinações que ele próprio gera. Composição dinâmica que consolida a progressão de cada posição que a antecede na abertura de um espaço para a frente em projecção de futuro, só futuro, que soltando amarras, tudo perdoa, confiando por compaixão à luz de um amor universal que avança sem percas nem competição. Natural reflexo, combinado com humilde contemplação, integrada no encontro do amor na busca da sua essência. Passos pequenos, superfícies enormes.

 

A Canção da Borboleta, quando rodada no sentido inverso dos ponteiros, devolve quatro composições:

Prelúdio. Entrega. Caudal e Concórdia.

 

***

 

Song of the Butterfly

2021

Tiny little steps, gigantic surfaces. Overlapping glazed shapes, connected together by desire writen in a dream. A painting process that slowly and freely engaged each moment and gesture as a mirror meeting the eyes of the observer, in the touch and interaction of each tonality and volume, flow, fractures, folds, falls, ascent, sinuous balances, lucidity and vertical presence. A kaleidoscopic density where subtle curtines of lectures anticipate a new structure. Flexible patterns of movement used in a chain of reinvention that embraces time slowly dissolving it.  Beauty. Natural language, which, by integrating all the previous hybridization mechanisms, paradoxically deletes them out in an innocent pulse that, like a newborn, comes involved in the diversity of combinations that it self generates. A composition that resume each moment that precedes it, opening a space forward, projecting  the future, only future free from ties with the past, forgiving, trusting with compassion in the light of universal love that evolves without loss or competition. Natural reflex, combined with humble contemplation integrated trought the re-encounter of love in search of its essence. Small steps, gigantic surfaces.

 

The Butterfly Song, when rotated clockwise, returns to observation four compositions:

Prelude. Concord. Flow and Delivery.

 

11 de abril de 2022

Isadora Dantas

 


 

pLim !
 
Além da libertação saltando os muros
Da liberdade LiLi como um eco
De notação musical enche o espaço
Contamina o ar na velocidade impossível da retina.
 
Cada respiro um folgo inesperado
Que resplandece enaltecendo
Movimento como um vento
Saracoteado no retorno de um solo
Anticiclone atlântico avanço
De pressão. Atmosfera
 
Tempo vira forma de outra maneira
Sentida
Integrada eleva o ganho do salto gasto
Cada respiro um folgo inusitado,
Poesia, cor de figurino.
 
Reflexo descomplexo
Plexo
Do ser, verdade que vi.
Terei visto? Sonhei.
Por bem.
 
pLim!

 

 

1 de abril de 2022

Matutino


Na tempestade das dúvidas, no conflito interno com o medo e desespero, na torrente de gorar a responsabilidade e expectativas que projetamos acordei cansado sem me lembrar dos sonhos...
Porém, no reconhecimento da fragilidade das nossas inquietações uma força se levanta, superamos-nos e transcendemos, disso eu sei. A coragem advém do coração, vem do ímpeto de querer viver, inflama a chama da vida, eleva-se por ela e é na entrega, no apoio mutual, na libertação do engenho criativo perante a adversidade que muitas vezes nos encontramos, que investimos o que somos mesmo e mostramos de que somos feitos. Só acredito numa melhor versão de nós mesmos que num espaço de reconhecimento se supera despido de arma duras máscaras. Reconhecendo em verdade o erro, é na compaixão que abraçamos a nossa criança ferida que validamos no resgate. Um regresso ao conhecimento de quem somos requer vagar e entrega a um simples porvir de extraordinária normalidade. Só no apaziguar da compreensão do ego podemos dobrar cabos para novos e imensos oceanos de cooperação e entendimento. Acredito em concórdia como na escuta, e, acredito nessa música por acreditar na dança do folgo compassado no desígnio do teu gesto. Gentil reacção natural na motricidade do contingente solto por livre arbítrio na celebração de uma liberdade eminente. Nossa mãe também de Terra nos proteja e por nós olhe complacente. Gratidão é força sagrada por advir de vida pela vida criação. Vem de longe e connosco nasce protegida pela árvore da vida que transportamos para as futuras gerações. Protecção. Todo o cuidar, todo o amor entregue e recebido, todo o sangue derramado, os rios de lágrimas vertidos são o legado que carregamos, a transferência que elevamos para as futuras gerações. Somos a origem que honra o passado e com conhecimento perdoa sem ódio e progride em amor ao acordar.