31 de dezembro de 2017

24 de dezembro de 2017

Natalícia




"A obra do outro pintor estava ali, perante si, admirável, pura sem mancha, como uma noiva. Modesta, divina, inocente e simples, pairava acima de tudo. Dir-se-ia que as figuras celestiais, surpreendidas por tantos olhares baixavam timidamente as pálperas. Os entendidos, sem domínio do espanto, contemplavam esta obra de um talento desigual. Julgava-se ver na tela, a um tempo, o traço de Rafael, reflectido nas atitudes de uma inexcedível nobreza e o de Corrège insuflado na perfeição total da pintura. A sua força emanava sobretudo de uma energia criadora, que era afinal a própria alma do pintor. O mais pequeno dos objectos estava reproduzido até à saturação, reveladas e entendidas tanto as leis como a força íntima das coisas. Via-se em toda a extensão esse relevo da natureza tão fugaz que se torna perceptível apenas a um artista criador, pois aquele que a copia não consegue senão produzir ângulos. Notava-se claramente que todos os aspectos de vida exterior, transpostos para a tela, residiam, todavia na alma do pintor, e da sua fonte interior é que nascia o cântico harmonioso e solene. E o abismo que existe entre a criação e a imitação da natureza aparecia aqui com uma evidência tão vigorosa que nem a olhos profanos escapava. Era inexprimível o silêncio que, como nunca se viu, dominava e perturbava todos os presentes, com os olhos presos no quadro: nem um murmúrio, nem um suspiro."

19 de dezembro de 2017

12 de dezembro de 2017

Maria Rapaz



 Maria Rapaz com Tótós

 Maria Rapaz com Ramo de Floresilvestres

 Maria Rapaz com Trave de Madeira

 Maria Rapaz com Fogo

  Maria Rapaz com o Vestido de Corações

 Maria Rapaz Só





  Lisboa
12|12|2017
Série de 6 desenhos para 12x12
Lapiseira sobre sobre Fabriano Unica 250g

11 de dezembro de 2017

Rose





Eine Rose ist eine Rose
2017
40x49
Tempo de exposição sobre contraplacado laminado

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"Manchmal ist eine Rose wichtiger als ein Stück Brot. Von Rainer Maria Rilke gibt es eine Geschichte aus der Zeit seines ersten Pariser Aufenthaltes. Gemeinsam mit einer jungen Französin kam er um die Mittagszeit an einem Platz vorbei, an dem eine Bettlerin sass, die um Geld anhielt. Ohne zu irgendeinem Geber je aufzusehen, ohne ein anderes Zeichen des Bittens oder Dankens zu äussern als nur immer die Hand auszustrecken, sass die Frau stets am gleichen Ort. Rilke gab nie etwas, seine Begleiterin gab häufig ein Geldstück. Eines Tages fragte die Französin verwundert nach dem Grund, warum er nichts gebe, und Rilke gab ihr zur Antwort: "Wir müssen ihrem Herzen schenken, nicht ihrer Hand." Wenige Tage später brachte Rilke eine eben aufgeblühte weisse Rose mit, legte sie in die offene, abgezehrte Hand der Bettlerin und wollte weitergehen. Da geschah das Unerwartete: Die Bettlerin blickte auf, sah den Geber, erhob sich mühsam von der Erde, tastete nach der Hand des fremden Mannes, küsste sie und ging mit der Rose davon. Eine Woche lang war die Alte verschwunden, der Platz, an dem sie vorher gebettelt hatte, blieb leer. Vergeblich suchte die Begleiterin Rilkes eine Antwort darauf, wer wohl jetzt der Alten ein Almosen gebe. Nach acht Tagen sass plötzlich die Bettlerin wieder wie früher am gewohnten Platz. Sie war stumm wie damals, wiederum nur ihre Bedürftigkeit zeigend durch die ausgestreckte Hand. "Aber wovon hat sie denn all die Tage, da sie nichts erhielt, nur gelebt?", frage die Französin. Rilke antwortete: "Von der Rose . . ."

7 de dezembro de 2017

Rute Coelho




Uma familia de ruazes cerca o choco no estuário com a profunda superficialidade de uma súbtil estrutura. Enigmática compreensão revela um cósmico desígnio num horizonte tão tangível quanto o mar. São palavras rasgadas de silencioso sentido e os evitáveis reecontros da evasão de um bando de pássaros verdes que alheio a tudo sobre as ondas voou na direcção de um destino que amanhece em cada chegada.
Sublimes de tão livres, são assim os estilhaços da Rute e bendita seja a sua continuada explosão.


***
 

 Estudos para a Ilha | A Ilha | vista geral

 Inside Out

 Alma Puta


 A Caminho



 Memórias de Inverno (detalhe)

 Ephemera

24 de novembro de 2017

Fronteira ou Projecto




24 de Novembro. 2015
O.F.F.365
Spray, recorte e colagem de fotografia sobre papel

22 de novembro de 2017

A Morte da Culpa


Rua Maria. Anjos. Lisboa
22:44

4 de novembro de 2017

Vulto

 O que é um Vulto?
O Vulto é um retrato sem identidade. Um anti-retrato.
Esconde-se. Faz-se ver pela sua ocultação propositada. Uma
ausência presente. Ausência presente em todos nós. Ao perder a sua
singularidade identitária, o retrato amplia-se para a generalidade
humana. Um retrato da humanidade. Uma responsabilidade para
com o outro.

Maria Cabral 
 





Pequeno detalhe da exposição Vultos, o anti-retrato de Maria Cabral
Quadro: Vulto, um prisioneiro na prisão
RA 100 Arroios


30 de outubro de 2017

Condessa



Sofia Leitão
  Beauté du Siècle #8 
Acrílica sobre tela (spray). 2007

Do Outro Lado do Espelho. 
Gulbenkian Sede, Galeria de exposições temporárias


18 de outubro de 2017

Jane and Laura


: )  ( :













 









"Dear Rui, how are you? We hope you are well! we were at Teufelserg finally! The art gallery in berlin we told you about! And we put your pictures there at places we thought they fit to the picture. And we think we found reeeally nice ones. We took pictures for you of them. Enjoy! and by the way...thank you for the nice time, we will not forget about you and wait here in berlin for you!
Kisses and hugs from Jane and Laura"

17 de outubro de 2017

13 de outubro de 2017

28 de setembro de 2017

22 de setembro de 2017

30 de agosto de 2017

29 de agosto de 2017

100x100



100 x 100 consiste numa exposição colectiva de pintura baseada na forma e de livre conteúdo.

100 x 100 é uma mostra colectiva de pintura onde todos os trabalhos apresentados têm a mesma dimensão, 100x100cm. Com um tema em aberto, a técnica, as influências, composições e memórias descritivas de cada obra são livremente assumidos por cada um dos artistas de acordo com os seus critérios, intensões e desejos.

100 x 100 pretende integrar o ritmo delineado pela forma com a diversidade de criação individual no mesmo espaço expositivo sem pretender pré-definir uma estrutura ou tese inter-relacional deixando em aberto um descontínuo conjunto de possibilidades.

As obras seleccionadas para exposição serão distribuídas na galeria RA 100 Arroios tendo por base o critério das datas de nascimento dos artistas seleccionados. Segundo as condicionantes do espaço o número de trabalhos a apresentar são 16 obras. Serão aceites trabalhos realizados entre o período compreendido entre 2012 e Agosto de 2017.

Esta proposta será feita publicamente e o envio de questões, bem como as fotografias dos trabalhos a apresentar é enviado para o e-mail: fixacaoproibida@gmail.com
Os projectos devem ser enviadas para aprovação até ao 17 de Setembro. As obras deveram ser entregues na rua de Arroios nº100 até ao dia 25 de Setembro.

A exposição abrirá ao público dia 30 de Setembro de 2017 e encerra dia 14 do mês de Outubro. Durante esse periodo todas as obras ficam disponíveis para venda de acordo com o valor definido por cada participante com o acréscimo de 25% para a galeria.

A RA 100 Arroios responsabiliza-se pela recepção, acondicionamento, exposição e integridade das obras, bem como da realização de um catálogo da exposição e promoção do evento.

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100 x 100 consists of a collective exhibition of painting based on form and free content.

100 x 100 is a collective painting show where all the works presented have the same size, 100x100cm. With an open theme, technique, influences, compositions and descriptive memories of each work are freely assumed by each of the artists according to their criteria, intentions and desires.

100 x 100 aims to integrate the rhythm delineated by the form with the diversity of individual creation in the same exhibition space without intending to predefine an inter-relational structure or thesis leaving open a discontinuous set of possibilities.

The works selected for exhibition will be distributed in the gallery RA 100 Arroios based on the criterion of the birth dates of the selected artists. According to the constraints of the space, the number of works to be presented is 16 works. Work done between the period from 2012 to August 2017 will be accepted.

This proposal will turn public and the sending of questions, as well as the photographs of the works to be presented can by sent to the e-mail: fixacaoproibida@gmail.com
Projects must be submitted for approval until 17 of September. The works had to be delivered in the street of Arroios nº100 until the 25 of September.

The exhibition will open to the public on Saturday 30 September, 2017 and ends on the 14th of October. During this period all works are available for sale according to the value defined by each artist.

The RA 100 Arroios is responsible for the reception, packaging, exhibition and integrity of the works, as well as the realization of a catalogue of the exhibition and promotion of the event.

23 de agosto de 2017

Leão Vermelho



O que está a acontecer é um milagre. Quantas pessoas, cores, matizes, confluências e encontros.
O Leão Vermelho (colado com esperma de dragão das águas). Mentira? Este Leão vermelho viu Alfama. Talvez por ela através tenha sonhado um dia. Não sabemos o saber da sua percepção mas solto foi. Salvo. Soltei-o no momento em que o vi. Vermelho. Fechado mas protegido ficou, com ursos dançou, trezentas mil ondas surfou. Solto faz parte, solto contempla livre onde o tempo não chegou. Compreende só. Pleno real no ponto infinito do esquecimento liberta a juba. Afinal é rei.
Descaia tubular irresistível como mel. Foi tão forte o seu olhar que o papel com o vento voou da esquina para um olival bem basto. Ai respirou mais fundo, voltando amansou e encontrou-se atento no movimento sem distância de um novo amigo imaginário. Um vento quente sobre alma planície de fino feno que soberano viu plantar, regar, nascer, crescer num todo de mol massa, dançar tão fino quanto o seu incondicional olhar. Lama chuva cinza luz tão pura quanto o sol a dádida do dar. O ânimo.
Integrado, um dia foi colado num largo amigo de escadas e becos, vizinhos salamalecus, atrevida voada numa soma sincopada com o bater de um coração.
O tudo bem basta viu o leão, correu com a incompreensão, brincou com as crias da saudade, caçou a distância, a preguiça, o desejo, a confiança e a salvação. Longo lânguido feno que do vento pão traria da corrida no encalço da impala. Por vítimas foi vitimamente caçado e cobriu Incompreensão. Favos de abelha de novo comeu e Beleza nasceu quando Busca apareceu vinda de outro lugar.
Ouviu reis de copas, com rainhas desenhou, bailarinos pintou e com águias dançou, de pedras se enamorou, cadeiras virou e muitos pregos adorou.
Com as chuvas veio o vento e com ele a colheita para um negro fecho de necessária transmutação. No escuro repousou imóvel a inquietude do reencontro. Corpo luz e elasticidade. Velocidade. Compreendeu algo do humano na fugaz ternura do abraço, na inconsequência de cada passo. Agora voltou e de novo vê pois solto está. Ficou e olha demorado os rodopios do seu vento quente sobre feno reforçado unido no balanço.

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Impromptu



im·promp·tu

 (ĭm-prŏmpto͞o, -tyo͞o)

Based on Latin in promptu, "in readiness," from promptus, "prepared, ready."
adj.
1. Prompted by the occasion rather than being planned in advance: an impromptu party.
2. Spoken, performed, done, or composed with little or no preparation; extemporaneous:
a few impromptu remarks.
adv.
With little or no preparation; extemporaneously.
n.
1. Something, such as a speech, that is made or done extemporaneously.
2. Music A short composition, especially for the piano, performed in an offhand or extemporized style.
3. An improvised composition or a piece suggesting spontaneity.

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25.Ago.2017

12 de agosto de 2017

"


 impromptus
"

25 de julho de 2017

12 de julho de 2017

30 de junho de 2017

Giz



 
 Rua do Paraíso. Alfama
11:22

29 de junho de 2017

texturas

 




Almirante Reis. Lisboa
29062017
9:30

26 de junho de 2017