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22 de maio de 2024

Naif na selva

 


 Vivemos tempos gloriosos, de profunda transformação individual e colectiva. Tempos que confrontam o coração e condicionam a acção da Humanidade em clara evolução. Felizes os contemplados com o privilégio de poderem Ser, o que aqui vieram fazer. Na manifestação da sua alegria a revolução de todas as floras e faunas.

 Somos soma da força de criação da Mãe e a consciência do Pai. A unificação manifesta do Amor enquanto consciência divina da criação por muito plástico que uses, fales ou cantes.

 Reconhecer e abraçar as polaridades do Ser é caminho para a revelação do propósito de cada um num todo integrado em harmonia. No reconhecimento da oposição de forças, superação é sinónimo de vida e dança-lo no calor da verdade disponível, a liberta liberdade que já não pode esperar.

 O amor sana e fruindo liberto, unifica-nos.

 

 

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24 de março de 2024

Fonte

 


 

Estou onde tenho de estar.

Permito-me um atravessar por outras pontes que levam á montanha. Serviço.

…e este sentimento de morte num corpo activado, amado e desejado é o despontar da semente germinando em solo fértil, por isso sagrado.

Sinfonia de pássaros num claustro.

Cheiro de laranja e nêsperas a amadurecer.

Ardem velas num altar.

Num reflexo demorado no olhar de alguém, o vento nas copas do cabelo sopra o nascimento do momento de um parto sem dor que no meu peito segreda:

- chegas-te a casa, não tenhas medo, o que antes era medonho,

meus amores, é um sonho.

Estou onde tenho de estar...

permito-me a dançar humildade com vagar...

 

23 de fevereiro de 2024

Algodão em rama


 

 

Água de rosas, algodão em rama.

Hoje acordei de novo como bóia amarrada no bombordo das palavras por conter.

Não contenhas. Numa parede por caiar, li um dia que conter é verbo alagado de nós e nãos e nadas e portas batidas fechadas no trinco, que só se abrem com cuidar.

Cho co la te. Cho co la te. Navegava num mar de cho co la te  quando na minha mão a vi dizer inteira:  

- “A poesia, vai salvar o mundo”. Retorceu na sua língua um esperanto tsunami que tudo levou por ser crente cardíaco compulsivo e calvo. Fiquei à deriva.

Sem alternativa, achei que morria, mas Boca-a-boca, fui resgatado por um tapete voante de retalhos feito por canetas de tinta de choco pescado á candela nas noites temperadas do verão.

Esfarrapado pela intempérie de Hollywood, fui encontrado pela meia maré a encher numa praia postal com pocinhas de concha mimadas pela dança das algas que te ofereci. Sem redundâncias nem pesos por pesar.

Ai, nessa costa lá, apareceu. Corpo nú e delgado, um pedaço de palmeira na mão e carregando o som do marulhar de todas as ondas, um homem. Apareceu.

Deu-me água de coco, um abraço e a companhia silenciosa de todas as catedrais. E desapareceu dali ficando aqui, de onde nunca mais saiu.

Água de rosas, algodão em rama, um momento tão absurdo quanto um mundo com fronteiras e contentores. Naufragado.