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25 de março de 2024

Blood of Eden

Verão na Casa Curação de Ambrósia. Olhando o retrato senti que o pintaria. Esse sentir acabou por declinar na encomenda de, com liberdade, o pintar. Durante a pintura desse quadro, fiz 3 estudos que acabariam por ser a base de um segundo quadro.

Durante o processo considerei o amor, amor entre homem e mulher, emanência e recepção, matéria e espírito, dualidade e a integração da mesma num relacionamento entre dois seres em continuo reconhecimento. Dois amigos, dois irmãos, dois amantes.

A análise do arcano maior Amantes no decorrer do processo viria a ser um momento chave no desenvolvimento e reinterpretação da pintura.

Lá em cima, Marte e Vénus, depois de um largo período de afastamento e aproximação reencontraram-se em complemento.

 


 Fernando & Joana

Óleo sobre contraplacado marítimo. 34,5x59

 Série Mimos de Ambrósia. 2023

 

  

 Esboço 3. Caderno 9


Blood of Eden

Óleo e acrílica sobre canvas panel Phoenix (E5310). 35x45cm

Série Mimos de Ambrósia. 2024 

Devir


30 de novembro de 2023

matinalaranjaNuno

 

Nuno Chaby

25x25x4 cm

Acrílica sobre tela

8 de março de 2022

Lisabel

 


 

9 de janeiro de 2018

Anna








Anna
2017
Diametro 73cm
Acrílica sobre linho colado em madeira

19 de fevereiro de 2016

MM07


MM07 

Fevereiro 2016
142 x 173 cm
Retalhos de algodão, ganga e veludo sobre madeira



Cresci no meio dos trapos.
Muito puto, eu e a minha irmã brincávamos entre retalhos, rolos de tecido, papel vegetal, texturas, padrões, linhas, agulhas e alfinetes com a som das máquinas de costura da minha avó Luísa sempre presente. Talhava no corpo, provava com uma delicadeza enorme, desenhava e criava peças de roupa. Costurar com o amor de quem adora o que faz e por isso faz bem.

Vinha de longe a ideia de utilizar têxtil na concepção de um trabalho. Criar com têxtil. Usar diferentes texturas e padrões de retalhos na criação de uma obra com recurso a desenho, stencil e corte foi a ideia que me assaltou na reunião com a Retro Lisboa. Vi ser possível e imaginei o processo. Engoli a saliva e conclui-mos que me podiam fornecer os materiais e de que a reutilização, sobretudo de peças danificadas de ganga, era a abertura de um precedente e um sinal inequívoco de que tinha de o fazer. Fiz. E é com orgulho e algum alívio, que, depois de quatro semanas de desenho, testes e provas, corte e colagem, MM07 é uma realidade, faz parte da família Retro e constitui mais uma possibilidade de comprovada criação.





***







Agradecimentos ao projecto Retro, Shanon e Esther pela delicadeza e confiança.
Dedico este trabalho à memória da minha avó Maria Luísa.

11 de outubro de 2015

Fado


A Maria mãe de dois e construtora de violinos é minha amiga faz tempo e como voa.
Um dia de Abril ligou-me. A Maria gostava que lhe fizesse um retrato da sua avó. Envio-me uma fotografia bonita. Um retrato antigo da Celeste também Maria. Retrato. Na mesma mensagem, um link para um video. Se por um lado me surpreendeu que a avó da Maria canta-se o fado, por outro, que o canta-se com tanta alma, com tanta idade, com tanto fado. Maria Celeste Rebordão Rodrigues, disse-me, ser a mais velha interprete de fado e irmã de Amália. Fiquei estupefacto. Não sabia da existência de uma irmã de Amália, com um nome mais sonante e com uma voz tão única e ainda no activo. Viva! Espantou-me não o saber e que como eu, Celeste devia de ser do desconhecimento público pela sombra da sua defunta e panteonada irmã. Estranho. Negro. Pois claro, fado. Por tudo isto, num abraço de agradecimento aceitei o trabalho e uma impressão da fotografia da Celeste passou a ser um olhar cada vez mais assíduo no atelier. No dia 13 de Maio fiz um primeiro estudo que surgiu algo insólito. Um ponto de partida para a composição do quadro, julguei de início. Passou uma semana e depois de ouvir tocar o meu amigo Pedro Antunes numa reunião de amigos, considerei que a guitarra portuguesa não estava firme na primeira abordagem e iniciei o segundo retrato sobre uma folha vivida resgatada de moldura. Com dedicação dedilhada dei-o como terminado e compreendi que na análise dos dois estava mais perto do que pretendia para a minha representação. Uma soma. Sem anulação, na análise da dualidade senti falta de um terceiro trabalho que completa-se o meu retrato(s) da Celeste. Precisava de um terceiro momento que viu o seu início no encontro de uma porta lacada a negro entregue às vielas de Alfama que trazida comigo limpei. Passou tempo e de madrugada num processo de resgate quase arqueológico do acrílico em secagem, juntei ao volume o terceiro elemento. Assim, por devir e na interiorização da mudança que dai advém, retratei a Maria Celeste Rebordão Rodrigues em três peças que se devem manter unidas no desejo de irem um dia para o Museu do Fado.
Hoje celebram-se os 70 anos de carreira da Celeste que, do coração, espero que depois de uma vida de representação e entrega ao Fado, seja protegida, muito acarinhada, assumida como uma força viva e sem comparações: Única!
Diz que um dia destes vamos tomar um chá. Eu gosto da ideia, bem o merecemos.




Elemento 1
14,8 x 21 cm
Micron sobre papel de 220grs.


Elemento 2
31 x 40,1 cm
Acrílico e Micron sobre papel reutilizado.



Elemento 3
60 x 40 cm
Acrílico sobre porta lacada reutilizada.



***



Verso do terceiro elemento
.

10 de junho de 2013

Arco
















Praça do Comércio
25 de Abril, 2013

A aprendizagem retirada apartir da execução contra relógio de todos os stencil sobre o tapume é uma história debaixo de muita chuva, vento, directas, persistência e crença na restauração do Arco, da Rua Augusta.
Agradecimentos muitos, ao Rui, ao Tenro ou nadava, á Susana Comparada, á Anabela Fontes e a todo o pessoal da Spray que demarca um profissionalismo que faz a diferença e acreditou até lá estar. A Todos Um Abraço.

22 de maio de 2011

instantos




um corte em negativo



 uma fixação por colagem


 dispersos detalhes


um embrulho



um gelado


2 turistas e o reflex o


 um stencil foto-
gráfico do devir


Rua Garrett ao Chiado.
Lisboa.
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Um agradecimentos especial ao pessoal da Instanta Chiado, Anabela Pedro e Eduardo Reiser.