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3 de fevereiro de 2018

Tiresias


 Tiresias / RA 100 Arroios


 Tiresias foi um profeta da mitologia grega. Considerado como um notável adivinho da mitologia grega. Conhecia o passado, presente e o futuro, além de interpretar o vôo e a linguagem dos pássaros.

Conta-se, que certa vez, indo ele orar sobre um monte Citeron, montanha da região central da Ática, consagrada antigamente ao deus Dionísio e às musas, que encontrou um casal de cobras venenosas copulando e ambas se voltaram contra ele. Tiresias matou a fêmea e imediatamente se transformou em mulher. Sete anos depois, indo orar novamente sobre o mesmo monte, encontrou outro casal de cobras venenosas copulando. Matou o macho e de novo voltou a ser homem. Este feito concedeu -lhe conhecimento sobre a vivencia e as particularidades dos dois sexos e por isso, chamado a opinar sobre quem estava com a razão numa discussão que envolvia Zeus e Hera. De um lado Hera afirmava que o homem tinha mais prazer na relação sexual; Zeus dizia que era a mulher. Tiresias, viu-se, assim, diante da difícil tarefa de decidir a questão, porque sabia que qualquer que fosse sua decisão, um dos deuses ficaria irado com ele. De qualquer forma deu o seu veredicto. “se dividirmos o prazer em dez partes, a mulher fica com nove e o homem com uma”. Hera considerou que com aquelas palavras, Tirésias teria sugerido a superioridade do homem, e o cegou implacavelmente. Zeus, compadecido da situação de Tiresias, concedeu-lhe o dom da adivinhação, de conhecer o futuro, além do privilégio de sobreviver a sete gerações humanas e compreender a linguagem dos pássaros.


8 de dezembro de 2017

7 de dezembro de 2017

Rute Coelho




Uma familia de ruazes cerca o choco no estuário com a profunda superficialidade de uma súbtil estrutura. Enigmática compreensão revela um cósmico desígnio num horizonte tão tangível quanto o mar. São palavras rasgadas de silencioso sentido e os evitáveis reecontros da evasão de um bando de pássaros verdes que alheio a tudo sobre as ondas voou na direcção de um destino que amanhece em cada chegada.
Sublimes de tão livres, são assim os estilhaços da Rute e bendita seja a sua continuada explosão.


***
 

 Estudos para a Ilha | A Ilha | vista geral

 Inside Out

 Alma Puta


 A Caminho



 Memórias de Inverno (detalhe)

 Ephemera

4 de novembro de 2017

Vulto

 O que é um Vulto?
O Vulto é um retrato sem identidade. Um anti-retrato.
Esconde-se. Faz-se ver pela sua ocultação propositada. Uma
ausência presente. Ausência presente em todos nós. Ao perder a sua
singularidade identitária, o retrato amplia-se para a generalidade
humana. Um retrato da humanidade. Uma responsabilidade para
com o outro.

Maria Cabral 
 





Pequeno detalhe da exposição Vultos, o anti-retrato de Maria Cabral
Quadro: Vulto, um prisioneiro na prisão
RA 100 Arroios