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18 de janeiro de 2020

Sinestesia

 

 











 

 Marta Jardim e Bruno Pardo


 

4 de maio de 2018

Entrada Livre



De Quarta a Domingo das 17:00 às 21:00.
Termina dia 12 de Maio.
Rua de Arroios, nº 100.
Lisboa

11 de março de 2018

ENTRESPAÇOS




3 de fevereiro de 2018

Tiresias


 Tiresias / RA 100 Arroios


 Tiresias foi um profeta da mitologia grega. Considerado como um notável adivinho da mitologia grega. Conhecia o passado, presente e o futuro, além de interpretar o vôo e a linguagem dos pássaros.

Conta-se, que certa vez, indo ele orar sobre um monte Citeron, montanha da região central da Ática, consagrada antigamente ao deus Dionísio e às musas, que encontrou um casal de cobras venenosas copulando e ambas se voltaram contra ele. Tiresias matou a fêmea e imediatamente se transformou em mulher. Sete anos depois, indo orar novamente sobre o mesmo monte, encontrou outro casal de cobras venenosas copulando. Matou o macho e de novo voltou a ser homem. Este feito concedeu -lhe conhecimento sobre a vivencia e as particularidades dos dois sexos e por isso, chamado a opinar sobre quem estava com a razão numa discussão que envolvia Zeus e Hera. De um lado Hera afirmava que o homem tinha mais prazer na relação sexual; Zeus dizia que era a mulher. Tiresias, viu-se, assim, diante da difícil tarefa de decidir a questão, porque sabia que qualquer que fosse sua decisão, um dos deuses ficaria irado com ele. De qualquer forma deu o seu veredicto. “se dividirmos o prazer em dez partes, a mulher fica com nove e o homem com uma”. Hera considerou que com aquelas palavras, Tirésias teria sugerido a superioridade do homem, e o cegou implacavelmente. Zeus, compadecido da situação de Tiresias, concedeu-lhe o dom da adivinhação, de conhecer o futuro, além do privilégio de sobreviver a sete gerações humanas e compreender a linguagem dos pássaros.


10 de janeiro de 2018

8 de dezembro de 2017

4 de novembro de 2017

Vulto

 O que é um Vulto?
O Vulto é um retrato sem identidade. Um anti-retrato.
Esconde-se. Faz-se ver pela sua ocultação propositada. Uma
ausência presente. Ausência presente em todos nós. Ao perder a sua
singularidade identitária, o retrato amplia-se para a generalidade
humana. Um retrato da humanidade. Uma responsabilidade para
com o outro.

Maria Cabral 
 





Pequeno detalhe da exposição Vultos, o anti-retrato de Maria Cabral
Quadro: Vulto, um prisioneiro na prisão
RA 100 Arroios


23 de agosto de 2017

Leão Vermelho



O que está a acontecer é um milagre. Quantas pessoas, cores, matizes, confluências e encontros.
O Leão Vermelho (colado com esperma de dragão das águas). Mentira? Este Leão vermelho viu Alfama. Talvez por ela através tenha sonhado um dia. Não sabemos o saber da sua percepção mas solto foi. Salvo. Soltei-o no momento em que o vi. Vermelho. Fechado mas protegido ficou, com ursos dançou, trezentas mil ondas surfou. Solto faz parte, solto contempla livre onde o tempo não chegou. Compreende só. Pleno real no ponto infinito do esquecimento liberta a juba. Afinal é rei.
Descaia tubular irresistível como mel. Foi tão forte o seu olhar que o papel com o vento voou da esquina para um olival bem basto. Ai respirou mais fundo, voltando amansou e encontrou-se atento no movimento sem distância de um novo amigo imaginário. Um vento quente sobre alma planície de fino feno que soberano viu plantar, regar, nascer, crescer num todo de mol massa, dançar tão fino quanto o seu incondicional olhar. Lama chuva cinza luz tão pura quanto o sol a dádida do dar. O ânimo.
Integrado, um dia foi colado num largo amigo de escadas e becos, vizinhos salamalecus, atrevida voada numa soma sincopada com o bater de um coração.
O tudo bem basta viu o leão, correu com a incompreensão, brincou com as crias da saudade, caçou a distância, a preguiça, o desejo, a confiança e a salvação. Longo lânguido feno que do vento pão traria da corrida no encalço da impala. Por vítimas foi vitimamente caçado e cobriu Incompreensão. Favos de abelha de novo comeu e Beleza nasceu quando Busca apareceu vinda de outro lugar.
Ouviu reis de copas, com rainhas desenhou, bailarinos pintou e com águias dançou, de pedras se enamorou, cadeiras virou e muitos pregos adorou.
Com as chuvas veio o vento e com ele a colheita para um negro fecho de necessária transmutação. No escuro repousou imóvel a inquietude do reencontro. Corpo luz e elasticidade. Velocidade. Compreendeu algo do humano na fugaz ternura do abraço, na inconsequência de cada passo. Agora voltou e de novo vê pois solto está. Ficou e olha demorado os rodopios do seu vento quente sobre feno reforçado unido no balanço.

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Impromptu



im·promp·tu

 (ĭm-prŏmp′to͞o, -tyo͞o)

Based on Latin in promptu, "in readiness," from promptus, "prepared, ready."
adj.
1. Prompted by the occasion rather than being planned in advance: an impromptu party.
2. Spoken, performed, done, or composed with little or no preparation; extemporaneous:
a few impromptu remarks.
adv.
With little or no preparation; extemporaneously.
n.
1. Something, such as a speech, that is made or done extemporaneously.
2. Music A short composition, especially for the piano, performed in an offhand or extemporized style.
3. An improvised composition or a piece suggesting spontaneity.

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25.Ago.2017

20 de maio de 2017

Pedro Søma




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 Supersonic Loveparade
168x62 | Acrílico sobre madeira

Passou um ano desde que vi Supersonic Loveparade uma porta de madeira pintada pelo Pedro Soma. Seguindo a sugestão desfilei pela sua Loveparade, no dia  seguinte conhecemos-nos e foi um instante até ao reconhecimento da entrega, de um afecto, uma forte empatia fundada no espaço entre palavras, na interpretação de silêncios. A amizade não se julga, aparece quando dela precisamos. Como emissária, ligou a minha inquietação, racionalizações, mentalidade e espantos justificados ao seu respirar, resolução e análise de entrega contemplativa. No fiel dessa balança compreendi sentindo que o futuro traria consigo um espaço onde viesse a plantar uma árvore que daria um fruto por provar. Aconteceu. No número 100 da rua de Arroios. A minha proposta para uma primeira merecida exposição individual resultou num corpo de trabalho que no seu atelier me suspendeu de imediato. O que o Pedro enquanto Soma canaliza consiste numa desenvolvida linguagem tanto a nível estético quanto técnico cuja interpretação, re-interpretações, dinamicas compositivas, ritmos e sugestão se materializam através da liberdade de uma fusão cromática explosiva. Na sua pintura não existe espaço, nem tempo para mentira, contenção, placebos ou estratégia dramática. As suas propostas são velozes e nutritivas, como visões aéreas de microcosmos que naturalmente elevam para um equilíbrio que advém directo da harmonia do seu ser.

Programar, montar e transportar para uma porta aberta a primeira Soma do Pedro, foi, é, uma celebração de liberdade e construtiva aprendizagem.


A exposição estará patente até ao dia 6 de Junho na RA com porta aberta todos os dias entre as 11:00 às 19:30.


infinity minus one
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