11 de março de 2009

Elinga


Angola está em permanente devir. Sente-se. O que foi ontem já não é hoje e o amanhã “logo se verá o que é” mas com certeza muito diferente será na certeza de um oleoso subsolo e solo, da sua cultura secularmente semeada pelo mundo, do investimento estrangeiro a nascente e poente, no embrião turístico de um imenso território e costa abençoados no berço por natureza, nas palancas em extinção, num campeonato de futebol e na ginga flexível da zungueira de todas as cores de filho á cinta dentro e fora dos musseques. E há Luanda, a única cidade que conheci e onde a Lua anda mesmo. No seu centro, na Mutamba reside a parte velha de uma cidade que nasceu e cresceu ao longo da baía. Ai resiste uma arquitectura colonialista. Portuguesa. Uma arquitectura do século XIX que me envia pelas fachadas o cheiro de Lisboa. Relembra um Estado, que também aqui, um dia quis ser Novo e que até hoje, apesar da guerra, das guerras e da maresia ainda permanece em bom estado de conservação apesar das cores esbatidas de um imperialismo decadente. E tem os dias contados. Existe um plano, ou a ausência de outro, para a reconstrução de toda aquela área histórica: - Vai a baixo! E vêm ai arranha-céus, vêm símbolos de capital, de crescimento, de futuro e de uma prosperidade com vidro reluzente, muito alumínio e luzes néon. Um “Dubaizinho” está orgulhosamente a caminho e o Elinga Teatro que ali nasceu vai cair por demolição anunciada apesar de ter sido inscrito como património em diário da República. Será um parque de estacionamento e na passada semana estreou lá uma peça. A última a ser encenada no local. “SombriLuz – Instantâneos de poesia angolana dos anos 50”. Não fui á estreia mas irei lá sempre que puder. Até cair. Porque o Elinga Teatro é o último reduto alternativo em Luanda. É o porto de encontro e segunda casa de actores, encenadores, artistas plásticos, fotógrafos, intelectuais, pseudo e curiosos bonitos. É um mito. Senti-o assim que entrei, subi as escadas, cheirei a madeira misturada com dragões (incenso repelente de mosquitos), absorvi o laranja vivo das paredes cicatrizadas, as histórias penduradas de outras vidas encenadas, os olhares frescos da varanda, o palco e a plateia, os recantos de acervos deixados por folias e correrias e um bar de conversas desconhecidas com bebidas, sorrisos e gelo do cano. No ar, a música das chegadas e partidas de uma vida comungada por todos. Amor á primeira vista existe. Existiu nesse dia e foi crescendo sempre que lá voltei porque não me soa ir a outro local.
Tenho sorte. Tive sorte. Na minha estreia estava programado um concerto. Muita sorte. Por sincronia vi ouvindo futurismo. Para uma plateia de meia centena os Next deram aquele que seria o seu último acontecimento no Elinga Teatro. Acabado de chegar de Portugal ensinaram-me tocando o que era Angola. Contaram-me várias histórias de fusão entre um passado e o futuro. Raízes, tendências, covers e revelações. Vivo, universal, world music. Fiquei e serei fã. Mais um seguinte seguidor.
Foi nesse dia que conheci o meu amigo Toy Boy. Foi quem me explicou que a varanda do edifício onde estávamos era parte (ainda) viva do história do teatro angolano. Que como ele, muitos tinham saído das ruas para integrarem projectos, aprenderem, ganharem experiência, delinearem objectivos comuns e poderem sonhar em liberdade. Crescerem. Que era assim desde 1985 mas que só em 1998, com o país ainda em guerra, nasceu formalmente o grupo Elinga Teatro que até hoje encenou mais de vinte de peças. Bebi literalmente as suas palavras e juntos brindamos ao destino que me tinha levado até ali e agora. Ambos bebemos bastante.
Nessa noite decidi que a minha terceira visita traria uma intervenção naquele espaço. E foi o que fiz. Desde esse dia fiquei atento para que me surgisse a resposta de como o fazer. E surgiu no Paredes. Em forma de past-up e como representação do meu primeiro conceito foto-graphico concebido em Angola. África.





Reencontrei-me num processo fotográfico em que optei por utilizar uma matriz de colagem. Precisava de um modelo. A primeira convocatória de uma sessão saiu furada. Fui ignorado pela ausência de dólares no processo. Na alternativa arranjei rapidamente outra modelo que reagiu prontamente á minha e á sua necessidade de criação. O resultado foi uma boa selecção de fotografias e maturidade de um conceito. Tratei toda as imagens, seleccionei uma e imprimi uma matriz. Tudo pronto. Não deu. Porque afinal ainda não seria aquela a arte final. Não tinha de ser assim. A modelo é Miss Simpatia em Angola e os direitos da sua imagem são bastante rígidos. O comité, ou lá o que é, tem em sua posse os direitos da sua imagem até ao final do ano. E não dá no dia D! Nada fácil de aceitar. Cheguei a desistir pela adversidade dos sinais que não foram mais que um teste á minha vontade de criação e energia. Intervir no Elinga passou a outro plano que desconhecia. Deixei passarem 48 horas e num terceiro momento falei com Jaqueline que como minha amiga acompanhou o processo. Perguntei-lhe se não me ajudava a completar o trabalho utilizando a sua imagem. Respondeu-me com a naturalidade de quem desde sempre já sabe que seria ela a matéria-prima do projecto que acabaria por vir a ter o seu nome: Miss Saluvo.















Miss Saluvo








Passou uma semana e voltei ao Elinga. Fiquei surpreso: as outras paredes tinham um intervenção feita pelo Toy. Cinco paineis de madeira pintadas de branco e dimensões consideráveis tinham sido penduradas em todas as outras paredes do salão de exposições onde está Saluvo até á demolição. O conceito era simples: a meio dessa noite trazer muita tinta surpresa para que na minha frente se desse uma reacção de todos os pintores e clientes presentes! Foi o que aconteceu. Num momento de criação dinâmica e interacção de todos, a minha lente captou aquela que seria uma das maiores manifestações artísticas a que já assisti e que resultaram em cinco painéis e um cartão; A Elinga Session Serie. A minha chama-se Elinguitanea e foi adquirida pelo Arquitecto Miguel Berger, as restantes, também compradas, seguem de barco para Portugal e o seu destino é o Museu da Memória em Lisboa. Agora, todos os finais de semana se continua a pintar por lá até vir festa do Adeus que foi reagendada para os dias 27, 28 e 29 do presente. Nesse dias vou projectar, pintar. E partir paredes com um pre texto.















Elinguitanea



Devir






Março de 2009. Angola. Luanda.
Devir
Photos onde estou: Toy Boy
Agradecimentos: Nikita, Tania Manuel, Jaqueline Saluvo, Ira Almeida, José Mena Abrantes, Pedro Gil Ferreira, Movimento X, Cota Carlos, Anabela Vandiane, Next e Carlos Paredes. Sem voçês na dava.
*****
Lua Cheia

1 de março de 2009

Maqueen Off


Projecto Nova Vida.
No 14.
29 1 2009
13:22

28 de fevereiro de 2009

Ar Condicionado




Projecto Nova Vida
28 21 2009
18:35

20 de fevereiro de 2009

3 x 3

Bombordo

Internet
Vida


***
Komuna da Barra
17 Janeiro 2009
11:16 11:25 11:44

19 de fevereiro de 2009

MM



3.300 gramas



Maria Margarida:
Ainda não me conheces mas já és tu a mulher da minha vida plena de mulheres. Mudei tanto e tão rápido desde que soube que vinhas a chegar. Cresci abruptamente por ti. E hoje deu-se a tua entrada neste plano e mesmo antes de te conhecer, de te poder ver e cheirar, sei que te amo incondicionalmente e para sempre. Venero-te. A partir de hoje és tu a representação da minha continuidade. A verdadeira razão de tudo o que tenho vindo a fazer e farei. Será através de ti e por ti, do teu crescimento, percepção e conhecimento que muitas coisas serão dadas a conhecer porque te pertencem. Já são tuas. Será essa a nossa ligação. A minha entrega, a tua vantagem. O livro que tenho vindo a desenhar Só tu poderás colorir. O azul é a tua cor. Lindo, Eléctrico e por ti pintado á Mão.
O teu Tio vem já. Entretanto agradece á MÃE todo o Amor, Atenção, Protecção, Dedicação, Energia e leitinho que tem para ti. Dorme muito e cresce depressa porque antes de nada estamos os dois a montar a cavalo. A galope e mesmo á carga.
*****
Mana Mãe: Obrigado Eterno Obrigado. És a mais linda entre todas. A Gigante terrível ANT do meu coração. Para sempre entre sempres Teu serei.
Rui Só.
*****
Santa Maria. Lisboa. 15:45

15 de fevereiro de 2009

Cardinal


Luanda - Teatro Elinga
1 2 2009
02:39

14 de fevereiro de 2009

Valentino





Língua.
15:51

13 de fevereiro de 2009

inbetween

12 de fevereiro de 2009

If you think you are too small to make the diference try to sleep closed with a...



“Gosto dos bichinhos todos. Mas tenho uma curiosidade estética pelas formas, linhas, espécies e comportamentos dos insectos. Quem me conhece, sabe que contemplo aranhas, filmo louva-a-deus e que sou um exímio matador de melgas. Só consigo realmente adormecer sem zuns. São a única espécie que consigo matar, e confesso retirar algum prazer do processo que regra geral é bem rápitum! Tenho várias técnicas; Acender luzes em locais estratégicos para despistar, armadilhas corporais, electrocussão, esmagamento com almofada, imobilização, patada com o que tiver mais á mão ou afogamento com mija quando as apanho a dormir na fresca da sanita. Contudo, em Angola, comprovei que as espécies de mosquitos locais… pensam! Possuem um instinto de sobrevivência, tenacidade e resistência digno de memória escrita. Instigados pela sede, esta espécie tem comportamentos admiráveis. Um destes chupadores de sangue ficou fechado dentro do meu guarda-roupa durante dias. Aguardou o momento da abertura da porta e atacou-me directo no pescoço. Enxotado com a chanata que lhe chegou a tocar voltou novamente á carga uma e outra vez e mais uma última que o matou de encontro ao meu peito. Perseguem. Se alguém entra numa divisão é possível ver o seu voo rápido com trajectórias objectivas para onde podem desaparecer. Escondem-se em superfícies negras onde ficam ocultos. E ficam mesmo. Com um método calculista, aguardam o sono profundo para sorver tudo o que precisam e voltam a desaparecer para a digestão que os deixa vulneráveis pela lentidão da descolagem. Ficam debaixo das mesas atacando pés e pernas mas longe das mãos que os ameaçam. Escondem-se quando acordamos devido a uma comichão mordaz que só passa na carne viva. Alivia. E têm brinde porque são estes os transmissores de paludismo e malária, as doenças com maior expressão em Angola e arredores. São as fêmeas os veículos de transmissão do vírus que para sempre fica incubado. Com uma só picada, uns têm de mudar radicalmente de planos, outros morrem e os outros sobrevivem”.
(-Desenho ou escrevo sempre qualquer coisa em salas de espera que passam a salas de outra coisa qualquer. Agora estou numa clinica. Aguardo para ser atendido e sou o centro de olhares curiosos talvez por não parar o ataque ás folhas do bloco. Andava tão bem... E ontem fiz uma luxação durante a procura de uma fotografia que ainda não tinha visto. Pus mal o pé na bancada do Elinga e agora dói-me inchado o tornozelo direito. Que beleza é um pé saudável, pé atrás do outro pé. O milagre da marcha. Um atrás do outro. Tão lindo andar e bem. Esquerda, direita. Que simples liberdade! Já fiz a radioanálise que está no envelope, aguardo para ser visto por uma médica de geral e num ápice passou um instante… acho que vou continuar;
“Já vai fazer dois anos que em Agosto conheci um irlandês festivaleiro de óculos graduados. Sorriu-me, aproximou-se, perguntou se se podia sentar no fardo de palha e ali estivemos sem tempo até ao levantar do pé de vento que remexeu de surpresa a poeira. Disse-me pausado que estudava insectos e falou-me de comportamentos incríveis de espécies com nomes impossíveis de memorizar. Sabia e referiu que os seus estudos sobre moscardos eram fundamentais no desenvolvimento agrónomo da nação e que a agricultura do futuro terá a colaboração directa de muitos lavradores com antenas. Fertilizam, polinizam, colonizam e controlam o desenvolvimento de espécies parasitas prejudiciais à cultura. A conversa continuou sem espinhas e confessou-me assertivamente que vivíamos na era dos insectos. Dinossauros: extinção. Insectos: continuação, evolução, mutações por adaptabilidade e florescimento como nunca. E disse mais. Se uma entidade extraterrena avalia-se o nosso planeta e calcula-se a biomassa das diferentes espécies residentes na bolinha azul... verificava que as espécies insectívoras pesam mais! E estão na dianteira desde há muito tempo. Nesse momento saltei do fardo de palha pela constatação da sua certeza científica. Não sei se o que me disse é verdade, e nem sequer me perdi na pesquisa, mas recebi que ao contrário do que normalmente pensamos acerca do “nosso” planeta, Ela não é assim tão “nosso”. Somos somente uma parte integrante de um Sistema e só depende de nós ficarmos na Sua História como a espécie vírus que desequilibra, ou a espécie que curou, reconciliou e garantiu uma continuidade sustentável com o Todo...
- Alguém chama o meu nome. Parece que finalmente chegou a minha vez e não convém nada esquecer-me do radio-diagnostico.

2 Fev. 09

10 de fevereiro de 2009

AMunitiON






Clínica Boa Esperança
Luanda Sul
2 2 2009
18:03

9 de fevereiro de 2009

corporate trigger item




Estúdio 3
TV Zimbo
2 2 2009
14:36

8 de fevereiro de 2009

Press


6 de fevereiro de 2009

Christensen, Naomi, Moss e


Nikita!


Luanda.
6 2 2009
08:20

4 de fevereiro de 2009

A 13ª terceira fatia.




Irina Vasconcelos
Aniversário.
Luanda-Sul
Gamek
00:12

28 de janeiro de 2009

Toy



Actor. Modelo. Estrela de Guia & Kamba.
25 1 2009
11:11

25 de janeiro de 2009

imPORT 2 exPORT



ZoiAN II
24 01 2009
15:41

21 de janeiro de 2009

Home Run




Alvalade
10 1 2009
14:06

20 de janeiro de 2009

Fact.



Principe Real

L i s b o a

17 8 2008

16:47

19 de janeiro de 2009

Avenida Estados Unidos da América


Luanda - Bairro de Alvalade

10 1 2009
14:11

17 de janeiro de 2009

Marvel ar us




Cabo Ledo
11 1 2009
10:58

13 de janeiro de 2009

Johnny Isa Walk Her




Luanda
10 1 2009
12:59

12 de janeiro de 2009

Broa

Copiei o texto do Broas de Avintes. Faço um paste da atitude da criança em frente a um tanque e subscrevo a humanidade de um amigo português ao lado de nipónicos e com uma perspectiva argelina. Um trabalho potente e delicado como o seu abraço. Cuida-te imenso e até já amigo.

 





Palestina

Se não existisse Israel, existiria Palestina? Ou os habitantes da actual ou futura Palestina teriam o mesmo destino dos Curdos? Genocídio por parte dos seus vizinhos por meras razões geo-estratégicas. Como devem compreender aqui este problema vive-se mais intensamente. As pessoas por aqui pensam que o direito de matar é um direito adquirido quando se foge da doutrina instituída. Acredita-se que se pode tirar uma vida por se viver em "pecado". A partir daí quando por motivos religiosos, que ainda por cima, estão bastante misturados com a classe política e com as forças militares, se pode matar alguém ou conceber o mesmo. Cria-se um precedente, uma espécie de jusrisprudência popular que nos traz uma inúmera variedade de violências. Desde o apedrejar de uma mulher pela simples veleidade de falar com homens, ao matar de um homem porque vende umas cervejinhas ou por outros motivos que mais... Inimagináveis e inconcebíveis para a maioria dos ocidentais, confortavelmente sentados na sua sala, com o comando da sua televisão plasma de 97 polegadas na mão. "Broas" ao sabor do vento saem da boca de toda a gente. É inegável que é lamentável e repreensível a violência utilizada nestes últimos dias por parte de Israel sobre as gentes da Palestina. Escusado será dizer que o interesse desta guerra não é só o Hamas, que segundo se ouve foi criado pelos serviços secretos israelitas, virando-se o feitiço contra o feiticeiro. Os interesses são outros e de outros. Não se pense que só dos ocidentais, talvez os egípcios até se agarrassem a uma fatia destes territórios. Uma coisa é certa, nunca os governantes fazem a vontade do povo, até porque na realidade eles nem governam, navegam no meio de lobbies e interesses. Não aprovo o que se passa. Não aprovo um ataque com um tal desiquilíbrio de forças. Não aprovo a guerra, a violência em geral. A palavra que nos define a nós "Humanos", só por si deveria de evitar qualquer tipo de acção semelhante... impensável. Mas há uma coisa que anda aqui a mexer com a minha cabeça... Por ser como sou, por estar onde estou, por questionar e discutir com as pessoas de cá os dogmas e doutrinas instituídas... Porque mais do que uma vez tive esta sensação nessas mesmas conversas:"Este gajo explodia-se pelas suas crenças!"

9 de janeiro de 2009

A 3ª ganhou Vida.



Revista Vida, suplemento do semanário o País.
Bem bonito 2009.

8 de janeiro de 2009

Volte Face




AMANHÃ VAI!


E foi. Esta photo-graphia foi concebida para entrar no terceiro número do projecto editorial da Conflito Estético - A revista VOLTE FACE.

Convidaram-me para conceber um projecto de design para duas páginas no número 3 ainda em gestação. Na Ulisseia, disseram-me que a minha participação seria excelente. Apreciaram e acompanhavam o meu trabalho. Fizeram o trabalho de casa, mas no momento senti que gostaram de mim. Do que sou, acredito e sonho. Gostei muito muito deles Porque para se ser VolteFaciano é necessário alguns tomates, muita poesia, inteligência, loucura, desaire, necessidade de mutação, futurismo, pesquisa e amor verdadeiro.
Parece muito? Não é! Porque pôr na rua uma revista grátis SEM publicidade nenhuma, recheada de ilustração gráfica sem trelas, poesia vendaval e em quadritomia de ponta a ponta... é um lindo sonho de muitas páginas! Muito DIFícil, mas que a Sara e o Jerónimo como dois sonhonautas que são e serão levam a bom porto. Pela terceira vez. E vão continuar a levar até ver. É missão.

Ajudar, Contribuir, Evoluir e Dar porque pude para o projecto Volte Face foi uma experiência com consequências irreversíveis na minha vida, conceitos, estética e técnica. Um Volte Face também para mim que só pode e deve continuar como Eles sabem e muito bem. Outra e mais outra e outra vez...

Querem Voltar alguma coisa? Entrem por aqui a dentro. Sem tempo. Bom viagem:
www.volte-face.conflitoestetico.com

7 de janeiro de 2009

(00244)




Foto: Nancy Ramalhete
Talatona > Viana

2 de janeiro de 2009

Olhares

Clicacalarga.

1 de janeiro de 2009

Ano Novo !!!




1 Jan. 2009
00:03

Projecto Nova Vida.
Luanda Sul.

Aluminium







São 22:35.
Tiq taq tiq tac. E é somente uma passagem. Uma pontinha momento para uma mudança numérica que neste caso específico implica a responsabilidade de mais uma unidade registo acrescida ao processo de criação e pesquisa em prol do belo processo de concepção plástica que não é mania. É doença destinada.

A escrita dactilográfica é mais rápida. Eficaz. O exercício da escrita ultimaMente tem sido feito com a mão. A caligrafia substituiu a dactilografia. Momento raro este. Tec tec prec. É quase meia noite do encerramento de de de 2008. Nunca tive um ano assim. Sou um astronauta depois de 2008. Significa isto que me sinto pronto para a exploração espacial que sempre cá esteve. Com que todos nascemos mas nem todos identificamos ou preferimos não reconhecer. Revendo bem, a viagem que foi o passado ano só tem de evoluir para outro plano. E é ai que hoje, porque ainda não posso estar contigo, me despeço com um mergulho de cabeça em 2009. Água fresca não tão fria.

30 de dezembro de 2008

AtentamigaSun7



Meca
31 12 2006
17:55

29 de dezembro de 2008

Olhar


Mussulo
28 12 2008

25 de dezembro de 2008

Mary Christmas


A
Fixação deseja a todos os seus amigos, amigas, sócios, associados, pendurados, agarrados, malabados, anhados, amigos, inimigos e mosquitos do custume, um Natal cheio de prendas bonitas, árvores com luzinhas, montras leguminosas, embrulhos bem bonitos,
e uma boa aterragem em 2009 que se prevê bem fresquinho.
Abracinhos e Beijinhos para todos. E um muito especial Só para ti.

24 de dezembro de 2008

Com suada stress stripe


Ilha do Mussulo
24 12 2008
14:25

19 de dezembro de 2008

REALeza Natural



Cabeço do Veado.
Arredor de Luanda.
19 12 2008
05:47
Soundchannel: Secret World. Peter Gabriel. Live.

17 de dezembro de 2008

Pérola Negra




Como água suja da rua fétida no escuro deambular de um rosto sem encontro marcado num outro local sem ti. E que poluição inebriante me invade os sentidos em golfadas guelras de percepção. Comunhão. Não? E sempre! Como não?

Ovação ovulação de alucinação de desenfreada combustão de outro cheiro dimensão sem o odor da sublimação. Como não?

Ânsia. Prevista. Provocada. Inusitada. Calculada. Maioritariamente descontrolada. Espectacularmente semeada. Concebida. Realizada. Por mim. Julgada por ti. Testemunha!
Como não?

12 de dezembro de 2008

Olheiro a medo mano








Projecto Nova Vida.
Angola.
13 12 2008
17:53

11 de dezembro de 2008

Câmbio


Troca directa.
Maneloy < > Devir
Na esplanada.

10 de dezembro de 2008

Pausa Foi


Zimbo Estúdios em construção.
Talatona. Angola.
10 12 2008
16:16

9 de dezembro de 2008

Andradoid


Ulissea Laboratórios
20 5 08
17:59

8 de dezembro de 2008

Down Loader


Zoian
7 11 2007
16:22

Este stencil a 3 cores apareceu em Zoian e a sua autoria ainda não foi identificada. Se alguém souber quem é o autor pff que me avise. Gostava de entrar em contacto com ele. Comprar-lhe um reprodução. Ou não. Obrigado.

7 de dezembro de 2008

londON bird



Alvalade.
Cozinha.

1 de dezembro de 2008

Für Sadine





Setúbal
1 12 2008
23:09

11 de novembro de 2008

Porto Pim


Hoje para mim não foi um dia igual ao teu. Desde manhã que senti a forte necessidade de te dar alguma coisa de Acrescentar algo. DISSER-TE qualquer coisa que ainda não tivessses visto. Habituar-te. Relembrar-te improvisionando para que visiOnes sentir mais uma vez e eu me deleite a fazê-lo. Um, Oferta. Dois, Procura. Três, Loucura. Três anos fixados. Sem cadeiras por fazer! O fecho de um ciclo. Que sabes bem, não se repetirá com as mesmas cores. Agora ficam as tuas. Deviram as minhas. Culpas porque culpo copulando por criação fisioLógica. Um, Dois e Três. Acção. Argumentação e devir.
Necessidade. Visão e Materialização. Cagada em três actos. Aberração genuína de procura. Do que não tinha visto ainda. Colecciono porque faço. Se assim não fosse matavamambição. Porque mais não posso ter. Tenho o que gosto. Não tenho, faço. Faço o que posso. Porque posso. Devo. E tenho. Feito como o bife, anzolado como o peixe. Come e pesca. Tempera e volta a servir. Que vem. Que bem que fica. Bem catita. Na parrela da patita o truque está em trocar a perspectiva de quem vê para poder ver o que só pode vir a ser visto. Viste? Vistoso. Aplica-lhe flow quando sair em luz. Luminada. Para ti e como tu. Se quiseres mesmo muito Ri-te à parva que dá asas. Depois abalou, tão depressa e de tal forma que me relembrei do que sou e serei. Vou escrever mais. Gostava tanto. Gostavas? Vais gostar! Mesmo que te odeies, sejas marciana de Vénus ou o pudim veja insonso de tanto lolar. Sempre te adorarei. É assim que sou. Já não mudo. Não quero. Porque chega de silêncios forçados, de animais enjaulados, de muppies art acabados e impulsos controlados. Experimenta Novo! O primeiro mês é grátis depois são 999 sempre acumulados. Digitos baratos! Marado!!! Muito complicado...

Um ramo nascerá. Alto chegará. Porque sim. Porque ti. Voarás. Vou ser Tio. Vou!
DEVIR

+++++++
1- Beijo e Abraço para os meus maninhos atlantes Rui & Ana. Sem voçês na-dava. Á Andrea, porque sem ela era impossível. E ao Ricardo porque HOJE me ligou á intermet. Que bem que soube, acho que estava a precisar...
2 - Chuack redondo e tão grande que não consigo engolir.
3 - Se comentares dou-te um chupa! .)