12 de junho de 2009

...ascimento






Zoian
16-6-200918:58

11 de junho de 2009

996_1 banana






Projecto Nova Vida
Entre as doze e as treuze.

10 de junho de 2009

Lua Anda



Zoian
16-6-09
18:03

9 de junho de 2009

Entre dos aguas




1 6 2009
16:49

8 de junho de 2009

plaIN




4 de junho de 2009

22 horas.




COLECT IVA consiste numa mostra de trabalho Imposta por Vários Artistas.

Adalberto Ferreira e Wara são dois dos artistas residentes no Elinga Teatro e moradores em Luanda. Catarina Horta e Costa chegou a Angola vinda de Lisboa há apenas duas semanas. Devir é de Lisboa e trabalha há 7 meses em Luanda Sul. E é nesta diferença de percursos, sensibilidades e influências, no seu confronto plástico, técnico, criativo e cultural que o conceito COLECT IVA tem o seu valor acrescentado. Uma mostra de trabalho interdisciplinar diversificada que pretende ser uma partilha de perspectivas, uma fusão de conceitos culturais, uma experiência para intervenientes e visitantes com um único objectivo comum:
A - Partilhar perspectivas
B - Mostrar trabalho
C – Evoluir
D – Criar

31 de maio de 2009

Naked Sahara






Restinga
31 5 2009
17:26

23 de maio de 2009

weekender




Numa Estrada

17 de maio de 2009

Baseline



Morro Bento
9 5 2009
09:15

11 de maio de 2009

Untitled




Embarcadouro
24 4 2009
16:49

10 de maio de 2009

Crepusgular


Nova Vida.
Luanda Sul.

9 de maio de 2009

111

Winners

Palankinha


Golden Gates
...

Baldio Multiperfil.
9 5 2009
Impossível fazer este post sem agradecer ao Alberto Bambi. Mentor e gerador do Clube Desportivo Madre Rita. Numa cidade como Luanda o seu clube tem 111 crianças divididas por 5 escalões e tem como objectivos e orientação: evitar a delinquência infanto-juvenil, a formação académica e profissional e isto... através do desporto.

"...Rumo para 2018 com a bola no pé e o lápis na mão!!!"

E sabem que mais? Tem resultados!

5 de maio de 2009

O Ovo





Eu. Eu tive uma infância feliz. Recebi amor. E como todas as crianças da minha geração tinha 3 meses de férias. Julho, Agosto e Setembro. Este tempo de crescimento era passado entre praia e campo. Era metido numa “carreira” no Campo Grande que seguia para Bucelas onde fazia uma paragem e seguia até ao cruzamento da Perna de Pau numa aldeia perto de Sobral de Monte Agraço chamada São Domingos de Carmões. Esperava-me o sorriso contido da minha avó materna que depois de um beijo seco dizia: - Estás magro. A Dona Lucinda.
Além da Casa do Povo, de frente para o largo, a taberna da Lucinda era o único local de encontros e desencontros da pequena aldeia que era São Domingos. A minha base de brincadeiras e descobertas infantis. Vendia-se bem naquela altura. Vendia-se a nossa fruta, vinho, animais vivos ou mortos de criação. Vendia-se tabaco. Vendia-se uma televisão sempre ligada a tinto e branco para todos os que ainda não tinham uma e para quem precisava de um pretexto para sair de casa e fazer uma troca de impressões quase sempre sobre lavoura, alfaias agriculturais, cooperativas, bola e a vida do próximo que sempre me pareceu a de todos. Se não andava pelo campo de bicicleta, a fazer carrinhos de esferas, a nadar em poças de água de rega ou pendurado em tratores, auxiliava a servir copos de vinho, aguardente, licor caseiro, a vender mortalhas, onças de tabaco, Definitivos, guloseimas e melão a peso. E fazia trocos aprendendo na prática a tabuada. Enquanto isto era sempre gozado e sem cerimónias, por todos os que naquele lugar paravam. Alfacinha e “tenrinho”, era o alvo preferencial para a gargalhada geral e constante aprendizagem da retórica saloia. Era um puto, uma esponja que assimilava maravilhado a partilha do espaço de convívio dos homens grandes da aldeia. Ouvia crescendo e dormia todos os dias sozinho sem medo do escuro.
Uma noite de Verão, pelo inicio da década de 80, depois de jantarmos e com a taberna vazia, o eterno companheiro da minha avó, o Sr. Domingos, que para mim se tornou a referência de um avô sem o ser por sangue, disse-me ser possível equilibrar um ovo. Lembro-me que questionava sempre o que eu aprendia na escola e tinha como dado adquirido. Falávamos imenso até aos silêncios. E eu, estudante primário da cidade “a cheirar a leite” depois de doutrinado sobre Colombo respondi-lhe com ripanço que isso era impossível. Gozei-o. Para mim que só partindo a casca, parti-me a rir. Por seu lado, o Sr. Domigos sempre calmo e enorme, respondeu-me assertivo que não. Que com concentração e paciência o famoso Cristovão não teria tido a necessidade de fazer batota pois é possível. E disse-mo com um olhar que para sempre guardarei, porque me fez tomar a atitude de ir empreender a minha próxima experiência com um ovo. E para por de pé.
A técnica, explicou-me, era simples. Só tinha mesmo de querer. De acreditar que era possível visualizando. De seguida sentou-me num banco em frente ao balcão de mármore branco e gasto de cheiro a taberna. Forte. Uma base dura, plana e polida. Colocou-me o ovo na frente e disse-me para lhe tocar apenas com quatro dedos. Indicadores e polegares das mãos esquerda e direita. Disse-me para fixar o ovo à altura dos meus olhos e o sentisse respirando profundo e com calma. Fui o que fiz.
No inicio pareceu-me impossível que estivesse a fazer aquela figura numa taberna de porta aberta para gáudio de todos os que subiam ou desciam a rua. Mas já estava. Abstrai-me de tudo e todos fixando o meu ovo para o equilibrar. Desliguei-me, ligando-me. A um ovo. Abstracção concentrada consciente, imóvel com vagar e focado na célula, senti que existe um ponto de equilíbrio, vertical. A linha da força da gravidade comum a todos e que tudo atrai para o mesmo centro. Sente-se viva. O ovo dança à sua volta evitando-a com teimosia. As pontas dos dedos alternam o contacto e se vê uma força em torno da linha de equilíbrio. E eu senti-a apercebendo-me que era a colocação e distribuição do peso da matéria nesse ténue mas concreto ponto que tornaria o possível o esforço. Perdido no tempo do processo e sendo ignorado por imóvel teimosia... Chegou 0 momento. O alinhamento dá-se antes mesmo de soltar a casca. Sente-se.E na minha frente, na taberna da Lucinda, encontrava-se um ovo in tacto em perfeito equilíbrio.
Esbugalhado olhei para o Domingos apontando para que visse com os seus olhos vidrados "o milagre". Calmo e grande, levantou-se lento na minha direção e de mãos nas algibeiras permaneceu em silêncio sorrido. A minha avó sentada no cadeirão de madeira de almofadas de crochet ficou incrédula de orgulho contido. Não acreditava que era possível. Mas era. Foi. É!
Por três minutos o ovo manteve a sua posição. Manteve-se no seu ponto de equilíbrio central e rebolou sobre si mesmo porque sim.
Nesse dia senti o sabor da conquista, uma harmonia de que gosto. Uma elevação pela concretização do inesquecível.

No passado ano, voltei a São Domingos e enquanto pintava tive esta memória. Comentei-a e ninguém acreditou, tinham de ver para crer. E viram. Repeti o feito e viram um enorme ovo de avestruz em equilíbrio e sem que ninguém lhe toca-se.
Assim foi.


Luanda Sul, 1 de mai0 de 2009

4 de maio de 2009

One



1/1 Stencil
sobre contraplacado marítimo.

1 de maio de 2009

tan go





Projecto Nova Vida
2 5 2009
00:07

30 de abril de 2009

Pim Bam Pum




Zimbo Cantina

29 de abril de 2009

Only a surfer knows...




Angola
Projecto Nova Vida

28 de abril de 2009

Le Click!




Torres Vedras
4 2 2008
23:19

Photo: Santiago Caiado. [Que hoje [JÁ!] fez 10 anos.]

21 de abril de 2009

sCream




Projecto Nova Vida

11 de abril de 2009

Ina Box





Zimbo
Talatona
Luanda Sul

4 de abril de 2009

Linda Limusine






Alvalade.
29 5 2008
10:42

1 de abril de 2009

IMG_9002




Buraco
1 1 2009

27 de março de 2009

seed of light








Estrada da Semba
19 3 2009
19:29

26 de março de 2009

Publi compadres


20 de Março 2009




20 de Março 2009



***




Miss Saluvo
2 Fevereiro 2009


Elinga Teatro
Luanda. Angola.

20 de março de 2009

O Encontro





Enquanto caminhava na beira mar de areia da contra costa do Mussulo ouvia os conselhos das ondas e contemplava as formas de sábios gigantes nas nuvens encontrei um fio de missangas. Estava enterrado na areia parcialmente a descoberto. Foi um bom momento de confirmação e interrogação. Ou sinal?
Continuei o caminho e prendi-o no pescoço até ao por do Sol. Já de noite, conclui que estava á minha espera.

17 de março de 2009

Distinto




Luanda POP
Revista Uanga - Fundação Sindika Dokolo
Photo: Kiluanji Kia Henda . 2006

11 de março de 2009

Elinga


Angola está em permanente devir. Sente-se. O que foi ontem já não é hoje e o amanhã “logo se verá o que é” mas com certeza muito diferente será na certeza de um oleoso subsolo e solo, da sua cultura secularmente semeada pelo mundo, do investimento estrangeiro a nascente e poente, no embrião turístico de um imenso território e costa abençoados no berço por natureza, nas palancas em extinção, num campeonato de futebol e na ginga flexível da zungueira de todas as cores de filho á cinta dentro e fora dos musseques. E há Luanda, a única cidade que conheci e onde a Lua anda mesmo. No seu centro, na Mutamba reside a parte velha de uma cidade que nasceu e cresceu ao longo da baía. Ai resiste uma arquitectura colonialista. Portuguesa. Uma arquitectura do século XIX que me envia pelas fachadas o cheiro de Lisboa. Relembra um Estado, que também aqui, um dia quis ser Novo e que até hoje, apesar da guerra, das guerras e da maresia ainda permanece em bom estado de conservação apesar das cores esbatidas de um imperialismo decadente. E tem os dias contados. Existe um plano, ou a ausência de outro, para a reconstrução de toda aquela área histórica: - Vai a baixo! E vêm ai arranha-céus, vêm símbolos de capital, de crescimento, de futuro e de uma prosperidade com vidro reluzente, muito alumínio e luzes néon. Um “Dubaizinho” está orgulhosamente a caminho e o Elinga Teatro que ali nasceu vai cair por demolição anunciada apesar de ter sido inscrito como património em diário da República. Será um parque de estacionamento e na passada semana estreou lá uma peça. A última a ser encenada no local. “SombriLuz – Instantâneos de poesia angolana dos anos 50”. Não fui á estreia mas irei lá sempre que puder. Até cair. Porque o Elinga Teatro é o último reduto alternativo em Luanda. É o porto de encontro e segunda casa de actores, encenadores, artistas plásticos, fotógrafos, intelectuais, pseudo e curiosos bonitos. É um mito. Senti-o assim que entrei, subi as escadas, cheirei a madeira misturada com dragões (incenso repelente de mosquitos), absorvi o laranja vivo das paredes cicatrizadas, as histórias penduradas de outras vidas encenadas, os olhares frescos da varanda, o palco e a plateia, os recantos de acervos deixados por folias e correrias e um bar de conversas desconhecidas com bebidas, sorrisos e gelo do cano. No ar, a música das chegadas e partidas de uma vida comungada por todos. Amor á primeira vista existe. Existiu nesse dia e foi crescendo sempre que lá voltei porque não me soa ir a outro local.
Tenho sorte. Tive sorte. Na minha estreia estava programado um concerto. Muita sorte. Por sincronia vi ouvindo futurismo. Para uma plateia de meia centena os Next deram aquele que seria o seu último acontecimento no Elinga Teatro. Acabado de chegar de Portugal ensinaram-me tocando o que era Angola. Contaram-me várias histórias de fusão entre um passado e o futuro. Raízes, tendências, covers e revelações. Vivo, universal, world music. Fiquei e serei fã. Mais um seguinte seguidor.
Foi nesse dia que conheci o meu amigo Toy Boy. Foi quem me explicou que a varanda do edifício onde estávamos era parte (ainda) viva do história do teatro angolano. Que como ele, muitos tinham saído das ruas para integrarem projectos, aprenderem, ganharem experiência, delinearem objectivos comuns e poderem sonhar em liberdade. Crescerem. Que era assim desde 1985 mas que só em 1998, com o país ainda em guerra, nasceu formalmente o grupo Elinga Teatro que até hoje encenou mais de vinte de peças. Bebi literalmente as suas palavras e juntos brindamos ao destino que me tinha levado até ali e agora. Ambos bebemos bastante.
Nessa noite decidi que a minha terceira visita traria uma intervenção naquele espaço. E foi o que fiz. Desde esse dia fiquei atento para que me surgisse a resposta de como o fazer. E surgiu no Paredes. Em forma de past-up e como representação do meu primeiro conceito foto-graphico concebido em Angola. África.





Reencontrei-me num processo fotográfico em que optei por utilizar uma matriz de colagem. Precisava de um modelo. A primeira convocatória de uma sessão saiu furada. Fui ignorado pela ausência de dólares no processo. Na alternativa arranjei rapidamente outra modelo que reagiu prontamente á minha e á sua necessidade de criação. O resultado foi uma boa selecção de fotografias e maturidade de um conceito. Tratei toda as imagens, seleccionei uma e imprimi uma matriz. Tudo pronto. Não deu. Porque afinal ainda não seria aquela a arte final. Não tinha de ser assim. A modelo é Miss Simpatia em Angola e os direitos da sua imagem são bastante rígidos. O comité, ou lá o que é, tem em sua posse os direitos da sua imagem até ao final do ano. E não dá no dia D! Nada fácil de aceitar. Cheguei a desistir pela adversidade dos sinais que não foram mais que um teste á minha vontade de criação e energia. Intervir no Elinga passou a outro plano que desconhecia. Deixei passarem 48 horas e num terceiro momento falei com Jaqueline que como minha amiga acompanhou o processo. Perguntei-lhe se não me ajudava a completar o trabalho utilizando a sua imagem. Respondeu-me com a naturalidade de quem desde sempre já sabe que seria ela a matéria-prima do projecto que acabaria por vir a ter o seu nome: Miss Saluvo.















Miss Saluvo








Passou uma semana e voltei ao Elinga. Fiquei surpreso: as outras paredes tinham um intervenção feita pelo Toy. Cinco paineis de madeira pintadas de branco e dimensões consideráveis tinham sido penduradas em todas as outras paredes do salão de exposições onde está Saluvo até á demolição. O conceito era simples: a meio dessa noite trazer muita tinta surpresa para que na minha frente se desse uma reacção de todos os pintores e clientes presentes! Foi o que aconteceu. Num momento de criação dinâmica e interacção de todos, a minha lente captou aquela que seria uma das maiores manifestações artísticas a que já assisti e que resultaram em cinco painéis e um cartão; A Elinga Session Serie. A minha chama-se Elinguitanea e foi adquirida pelo Arquitecto Miguel Berger, as restantes, também compradas, seguem de barco para Portugal e o seu destino é o Museu da Memória em Lisboa. Agora, todos os finais de semana se continua a pintar por lá até vir festa do Adeus que foi reagendada para os dias 27, 28 e 29 do presente. Nesse dias vou projectar, pintar. E partir paredes com um pre texto.















Elinguitanea



Devir






Março de 2009. Angola. Luanda.
Devir
Photos onde estou: Toy Boy
Agradecimentos: Nikita, Tania Manuel, Jaqueline Saluvo, Ira Almeida, José Mena Abrantes, Pedro Gil Ferreira, Movimento X, Cota Carlos, Anabela Vandiane, Next e Carlos Paredes. Sem voçês na dava.
*****
Lua Cheia

1 de março de 2009

Maqueen Off


Projecto Nova Vida.
No 14.
29 1 2009
13:22