Colos contigo são a plena vida vital. Moldas a beleza a seu belo estar num só olhar. A ti, tudo conflui devagar. Agradece, respira salutar. Desenvolve-te no teu próprio lar abraçando com verdade e vagar tudo o que és. E, o que não és. Centrada, reconhece os teus irmãos, família circulo de fogo sagrado, pares e mãos de afectos, amor e alegria no ofício. Em co-seguindo, ama cada imagem do processo que assim seguirá contigo com leve dedicação. O retorno é uma consequência benévola, nunca o objectivo último. Aguardam-te responsabilidade e compromisso. Tu és amor. Não a sua busca. Vive conduzida pela natural permissão da beleza. Natureza em ti, pulsar no coração. O caminho é sinuoso, não aborrece e o tempo tem tempo de ser bom bailarino. Tal tu, trote galope voada celeste. Arco em íris, dia claro. Minha Clara.
Fotografia: Marta Braddell
A 3ª edição da 100x100, realizada em parceria com o Museu Carlos Reis e com o Município de Torres Novas, abre já no próximo sábado, dia 9 de setembro, pelas 16 horas, na Praça do Peixe, em Torres Novas. Participam nesta exposição 44 artistas, cada um apresentando uma obra. Na sessão de abertura será ainda lançado o livro-catálogo, contendo reproduções de todas as peças expostas. Não foi definido nenhum tema prévio, sendo as técnicas, influências, composições e memória descritiva de cada obra livremente assumidas por cada um dos artistas, de acordo com os seus critérios, intenções e desejos. Em comum, a dimensão. Todos os quadros têm 100x100 cm.
Nesta edição estarão em exposição obras de: Aguabel, Alexa Jesus, Armando Luís, Arnalda Maia, Bruno Marques, Cézar, Colaço, Cristiana da Silva, Daniela Reis, Devir, Diana Barra, Diana Matoso, Elena Sanmiguel Urbina, Inês d'Espiney, Isabel Pena, Isabel Soares Carvalho, Jaime R Ferreira, José Coêlho, Koki Varela, Laura Lianes, Lenon B, Lucas Almeida, Madalena Braddell, Malgorzata Pawlikowska, Maria Papa, Martîm, Mónica Silva, Patrícia Mariano, Patrícia Matias, Patrícia Reis, Paulo Ponte, Pedro Goes, Pedro Palrão, Rita Grancho, Ritaspalma, Roberta Rag, Rute Coelho, Sam Abercromby, Sofia Maciel, Tanya Fryer, Tomás Serrão, Totonho, ViAndare e Violeta Lisboa.
No dia 10, domingo, pelas 15 horas, será realizada uma mesa redonda aberta ao público com a presença dos artistas. Nessa sessão, os artistas falarão sobre as obras expostas, partilhando a experiência de cada processo e vivências relacionadas com o ato de criação.
A entrada é livre. Bem-hajam!
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Se você foi isolado do seu lado compassivo, ou ficou preso na cabeça do projetos e agendas, esta lua cheia pode abrir o coração e mostrar o que se está perdendo.
Todos esses transitos apoiam o fato de que a Lua Cheia representa uma espécie de culminação. Peixes também é o último signo do zodíaco – então este pode ser um momento significativo de encerramento.
Durante esta lua cheia, Saturno, o planeta das regras e limites, estará em conjunção com Peixes, aumentando o tema da verificação da realidade. Prepare-se para algumas verdades a vir à superfície.
Peixes muitas vezes projeta as qualidades mais idealistas nas pessoas e nas situações e esta lua cheia está aqui para iluminar qualquer pensamento positivo ou ilusões que você esteja segurando. Este momento também pode trazer à tona sentimentos ou dúvida ou engano.
Como signo de água, Peixes tem uma energia sensível e gentil. Ele capta as emoções ao seu redor – e deseja se fundir com outras pessoas, ambientes e sentimentos.
Esta lua cheia é considerada uma Superlua, porque está muito perto da Terra e é uma rara lua azul, é a segunda lua cheia do mês. A lua não parecerá apenas enorme, mas empurrará e puxará marés fortes – e sua psique.
Cinquenta ciclos solares sobre a Terra que me criou, nutriu, sofreu e regenera. Filho vivo vivente de uma consciência desse Sol. Centelha da Sua consciência num corpo seu a Si entregue por escolha e vocação. Sou natureza, sua manifestação, seu filho e fruto. Aluno atento do eterno mestrado em efémero. Noite, dia e alegria. Espelho e espalhafato. Rei e palhaço. Leão e embaraço. Rasgo de luz no espaço. Pintor de gesto em contra-mão, arquiteto do meu passo. Aprendiz da criação. O silêncio do paciente tambor. Um espelho fio de gratidão. Corpo de baile e exclamação. Escárnio, cantiga, contra-censo e gestação. Concórdia, milagre, sonho, sopro e conspiração. Semeador, segredo e inspiração. Causa, fluxo e resolução. Contributo contribuinte. Complexo em pleno pelo plexo da clara luz de cada aurora que não precisa de nexo, é. Imune sem proteção. Responsável educação é a mão em cada mão. Dançar cura e emergente é o abraço que se sente certo quando dado. Dei. Levo e levarei porque sei ser desmascarado.
A água é Vida e sem ela, nem nós, nem nada. Tenham tino e afinação.
Venha de lá esse verão!
Bem hajam.
O João David acolhe-me na sua casatelier desde Fevereiro com o objectivo comum de desenvolvermos a investigação artística de cada um em parceria cooperativa e desta fórmula crescer-mos num ambiente votado à arte, à compreensão da condição humana num constante lapidar da nossa massa crítica e até à data, ambos continuamos munidos de um par de orelhas. Na sua força, manifestação criativa, entusiasmo e verdade acreditei e acredito, não só ter reencontrado um amigo para a vida, bem como, levar a bom porto a terceira edição da 100x100 em Torres Novas. É, pois, um privilégio sem precedentes, no sopé da Serra D’Aire, comungar da devoção, o engenho, o primor de uma entrega sempre avant do Araújo Zilhão em torno da sua mesa de trabalho, o seu lugar elemento, o seu altar. De Sol a Sol assisto ao desenvolvimento da capacita acção de uma linguagem única assente numa estética única e identidade inflexível em crescente desenvolvimento, como se escrevesse para os anjos na sua linguagem, desenhos enormes sucedem-se numa certeza que desafia a abstração por composições e opções cromáticas que quebram a primeira análise sensorial e emocional, que provocam reclamando espaço e vagar contemplativo. O imediatismo dissolve-se quando se coabita com estes quadros nas paredes, porque no movimento perpetuado da luz do dia, no nosso reflexo e reflexão as composições metamorfoseiam-se em múltiplas leituras, fluxos e entoações que me projectam para outra compreensão alargando consciência. O timbrar do sopro do vento nas copas, a força da serra, a arqueologia da ancestral presença humana e a manifestação natural deste lugar são a matéria que prima, a massa que molda em entrega monástica num continuado exercício de alegria. Sabemos bem que algumas linguagens, propostas e correntes surgem antes do seu tempo num choque inevitável com a sua contemporaneidade, por conseguinte, sei que ter o privilégio de ver, caminhar com e partilhar horas de frontal diálogo com o João David é nutrir um enorme jardim pleno de espécies por nomear onde reina a simbiose e em cada folha desenhada ver medrar um canteiro de desejos e emoções que na vida e pela vida se manifestam. Assim, se reforça a posição de que uma só partitura não pode ser considerada um acto isolado. São ensaios, capítulos, contos que se sucedem numa mesma linguagem, num dialecto que amadurece belo e nutritivo, um caudal em expansão longe de secar por estar escrito que num futuro desaguará. Sabemos todos também, que a negação depois de integrada com verdade, leva à compreensão do outro que nos reflecte aprofundando o conhecimento de nós mesmos, o que nos torna mais fortes, plenos. Indispensáveis.
Recostado na almofada sou alumiado pela composição exposta no corredor – Harmonia da Cooperação – que com uma nesga mínima de luz permanece incansável a sua dança. Sorte a minha que agradeço sem esqueSer.