Alvalade
11 de março de 2014
7 de março de 2014
6 de março de 2014
27 de fevereiro de 2014
19 de fevereiro de 2014
10 de fevereiro de 2014
6 de fevereiro de 2014
Foguete
No dia 23 de Fevereiro escrevi a um amigo um mail para longe, muito longe:
"A questão Miró impôs-se e tem-me drenado alguma força. É uma manobra de dispersão tão óbvia. Antes que as redes sociais e suposta opinião pública saibam das coisas já tudo foi programado e muito bem delineado e todas as partes bem informadas com tudo assinado com a palmadinha nas costas. Na minha opinião, todo o barulho permitido e do qual eu estou empenhado em dar algum eco, somente vai servir para uma coisa. Disparar o valor das obras em leião, na minha opinião vão ultrapassar os 200 milhões só na metade dos lotes. Porque, apesar de tudo, na profundidade da questão, duvido, e como gostava de estar enganado, que seja possível de impedir o leilão mesmo com a apresentação da petição com 10.000 ou mais assinaturas no Parlamento Europeu. Chego a esta conclusão pela displicência da assembleia quando negam a interrupção do processo. Depois de todos os atentados que têm sido realizados contra o povo português, já nem se preocupam com manobras de maquilhagem como esta poderia ter sido. Se negassem a venda das obras, a opinião pública, a troco de uma colecção cujo valor monetário comparado com a divida que nos contraíram é irrisório. O povo diria eloquente e bem azulinho que afinal ainda havia alguma "consciência cultural", preocupação educativa com as futuras gerações, "inteligência" na manobra que levaria mais e melhor turismo a Portugal. Mas, nada! Avançam em maioria com uma decisão que de forma unânime sabem que está totalmente errada, vão de encontro à sua própria consciência e bom senso. E das duas uma; ou querem levar a uma revolução que não vai acontecer porque está tudo à espera da copa, ou têm todos o rabo muito preso e estão a decidir em função de um lobby que identificado revelaria os culpados e beneficiários da novela bancária que é a história de Portugal continental nas últimas quatro décadas. Contudo, e na talvez ingénua esperança que ainda me deram de beber numa integra educação, vou fazendo o meu pequeno papel de tentar angariar as 10.000 assinaturas pela curiosidade de assistir a como acaba este vergonhoso atentado contra o legado artístico de um homem que conscientemente deu toda a sua vida à criação, à arte e em última análise à Humanidade que se quer ver bem esquecida e subjugada à maquina da competição que lubrifica mercados e envaidece minorias. Espero estar errado. Espero sempre, mas muito pouco sossegado, porque apesar de tão longe e rodeado de novidade e esperança insisto sempre neste sentimento de pertença a uma História para quem nada represento e para quem talvez seja um alvo a abater. Não vou baixar armas. Não me enquadro nem acredito no mundo que nos querem impor. Prefiro morrer a pintar do que baixar a cabeça e entregar-me."
E foi o que fiz. Comecei com a minha primeira "natureza morta" que dia após dia com o aumento do número de peticionários e o crescente interesse pela comunicação social acerca do caso, como a esperança, foi crescendo, fui pintado. Na distancia, muitas vezes mostrou-me o que se estava a desenrolar e como. Uma forma de através de arte e pela arte entregar as minhas intenções de que o impedimento da vergonha se converte-se ainda em mais esperança. Foi o que fiz. E ontem, com o impedimento do leilão, terminei. Não sei se gosto, não sei se gostas. Pouco interessa. Existe e foi com a força de quem acredita. Sei como foi e quem lá está. Sei o que vale e de que vendido em leilão nunca será. Desta feita e sem mais demoras encurto as distancias e deixo-vos com a minha CARTA ABERTA A JOAN MIRÓ.
A resolução está decente e uma descarga com abertura curiosa pode dar uma boa ajuda à sua visualização. Boa Viagem.
"A questão Miró impôs-se e tem-me drenado alguma força. É uma manobra de dispersão tão óbvia. Antes que as redes sociais e suposta opinião pública saibam das coisas já tudo foi programado e muito bem delineado e todas as partes bem informadas com tudo assinado com a palmadinha nas costas. Na minha opinião, todo o barulho permitido e do qual eu estou empenhado em dar algum eco, somente vai servir para uma coisa. Disparar o valor das obras em leião, na minha opinião vão ultrapassar os 200 milhões só na metade dos lotes. Porque, apesar de tudo, na profundidade da questão, duvido, e como gostava de estar enganado, que seja possível de impedir o leilão mesmo com a apresentação da petição com 10.000 ou mais assinaturas no Parlamento Europeu. Chego a esta conclusão pela displicência da assembleia quando negam a interrupção do processo. Depois de todos os atentados que têm sido realizados contra o povo português, já nem se preocupam com manobras de maquilhagem como esta poderia ter sido. Se negassem a venda das obras, a opinião pública, a troco de uma colecção cujo valor monetário comparado com a divida que nos contraíram é irrisório. O povo diria eloquente e bem azulinho que afinal ainda havia alguma "consciência cultural", preocupação educativa com as futuras gerações, "inteligência" na manobra que levaria mais e melhor turismo a Portugal. Mas, nada! Avançam em maioria com uma decisão que de forma unânime sabem que está totalmente errada, vão de encontro à sua própria consciência e bom senso. E das duas uma; ou querem levar a uma revolução que não vai acontecer porque está tudo à espera da copa, ou têm todos o rabo muito preso e estão a decidir em função de um lobby que identificado revelaria os culpados e beneficiários da novela bancária que é a história de Portugal continental nas últimas quatro décadas. Contudo, e na talvez ingénua esperança que ainda me deram de beber numa integra educação, vou fazendo o meu pequeno papel de tentar angariar as 10.000 assinaturas pela curiosidade de assistir a como acaba este vergonhoso atentado contra o legado artístico de um homem que conscientemente deu toda a sua vida à criação, à arte e em última análise à Humanidade que se quer ver bem esquecida e subjugada à maquina da competição que lubrifica mercados e envaidece minorias. Espero estar errado. Espero sempre, mas muito pouco sossegado, porque apesar de tão longe e rodeado de novidade e esperança insisto sempre neste sentimento de pertença a uma História para quem nada represento e para quem talvez seja um alvo a abater. Não vou baixar armas. Não me enquadro nem acredito no mundo que nos querem impor. Prefiro morrer a pintar do que baixar a cabeça e entregar-me."
E foi o que fiz. Comecei com a minha primeira "natureza morta" que dia após dia com o aumento do número de peticionários e o crescente interesse pela comunicação social acerca do caso, como a esperança, foi crescendo, fui pintado. Na distancia, muitas vezes mostrou-me o que se estava a desenrolar e como. Uma forma de através de arte e pela arte entregar as minhas intenções de que o impedimento da vergonha se converte-se ainda em mais esperança. Foi o que fiz. E ontem, com o impedimento do leilão, terminei. Não sei se gosto, não sei se gostas. Pouco interessa. Existe e foi com a força de quem acredita. Sei como foi e quem lá está. Sei o que vale e de que vendido em leilão nunca será. Desta feita e sem mais demoras encurto as distancias e deixo-vos com a minha CARTA ABERTA A JOAN MIRÓ.
A resolução está decente e uma descarga com abertura curiosa pode dar uma boa ajuda à sua visualização. Boa Viagem.
Carta Aberta a Joan Miró
35x50 Acrílico sobre cartolinda 450grs
5 de fevereiro de 2014
1 de fevereiro de 2014
19 de janeiro de 2014
13 de janeiro de 2014
Joan Miró
Miró no BPN? Não sabia, alguém sabia? Que foi um bom investimento foi. Ardeu a tenda e agora o Estado Português (que compreenda-se somos nós, portugueses), pretendem muito rápido encaixar uns 40 milhões de euros em troca de um espólio incalculável. É muito inteligente a manobra de mercearia. Até porque Lisboa não tem visitas nenhumas de turistas que procuram arte, nem edifícios nenhuns muito bem localizados a precisar de uma requalificação como um museu, nem um museu bem gerido tem qualquer tipo de retorno e cria postos de trabalho, nem as futuras gerações teriam acesso ao trabalho de um dos mais reconhecidos mestres de pintura do séc. XX e através do seu estudo e analise evoluir, nem se criaria desta forma uma ponte com a cultura espanhola, nem tudo aquilo que se sente na presença de 85 originais criados por Miró nos expandiria. Nada! Assim é mais fácil, bate-se o martelo em competição idiota, separa-se toda a colecção e aliena-se um trabalho de reunião de um espólio para a casa de anónimos investidores. E dá dinheiro, milhões. Cujo destino vai ser tão anónimo quanto os compradores e segue a dança safadinha.
Não é triste, a mim parece-me patético, esquemático, fraco e tão distante de um absurdo com o qual é impossível viver.Na sequência da notícia foi criada uma petição para tentar evitar este medíocre movimento do "Estado Português" que no próximo dia 7 de Janeiro de 2013 na Assembleia da República vamos todos ver no que vai dar.
Vou assinar de seguida porque a esperança ainda é verde, e é a última a morrer.
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=joanmiro

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Ontem, dia 5 de Fevereiro o leilão foi cancelado. Na sequência da boa notícia deixei escrito na página da petição e endereçado ao Carlos Cabral Nunes, o seguinte:

This is a serious case of alienation of the work of Miró property of the portuguese republic. Please help us to get more than 10.000 signatures in order to present it in the European Parlament.
HELP YOU!
Ontem, dia 5 de Fevereiro o leilão foi cancelado. Na sequência da boa notícia deixei escrito na página da petição e endereçado ao Carlos Cabral Nunes, o seguinte:
"Que dia enorme. Carlos, parabéns, a nossa ginja saberá ainda melhor. Parece que, pelo menos e para já esta batalha está ganha. Pela força da mobilização ficou provado que as redes sociais e petições podem e devem ir para além do "carregar o mural" e ter uma funcionalidade decisiva e verdadeiramente democrática nos rumos de uma nação. Um momento importante e histórico. Ao contrário do que inicialmente pensava por tão mal habituado estar no encerramento de praticamente todos os processos relacionados com o que se passa com Portugal, conseguimos. E conseguimos todos! Hoje estamos conseguidos. Que se garanta que voltem as obras e que tenham a melhor das recepções numa base de gestão honesta, aberta e humanista. No presente e para o futuro. Viva a ARTE. Um Bem haja, muita luz e amor para Todos".
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Assim vamos.
3 de janeiro de 2014
31 de dezembro de 2013
25 de dezembro de 2013
21 de dezembro de 2013
16 de dezembro de 2013
6 de dezembro de 2013
5 de dezembro de 2013
Movimento Perpétuo
"Perante a morte, entre muitas, existem diversas posições: a
que sustêm que o ser humano ao morrer sofre a separação do espírito e que,
dependendo da sua conduta, seguirá pela felicidade ou castigo; as que também
crêem na separação do espírito e que de acordo com o seu comportamento terreno
terá um karma que determinará a sua futura reencarnação; outras defendem que
depois da morte o espírito dá início a uma longa viagem da qual só voltam
alguns eleitos; existe a materialista que defende que com a morte voltamos a
ser matéria inorgânica.
Respeitando todas as crenças e posições arriscaria uma outra
sem a pretensão de que seja original ou verdade absoluta: Sou eterno. Somos
eternos.
E porque o afirmo?
Comecemos por questionar: Se o Todo é eterno, não será também
cada uma das partes que o integra? Uma coisa é certa, a finitude não poderia
originar eternidade.
Quando nascemos temos características determinadas que
constituem o nosso Eu. Refiro-me às características físicas e energéticas que
chamemos de espirituais. Se aos quarenta anos voltassemos a ver o nosso Eu que
nasceu, não o reconheceríamos, todas as suas características mutaram de tal
maneira que seria impossível a sua. Algo faz, que o nosso Eu se mantenha ao longo
dos anos apesar de todas as profundas e dramáticas mudanças que vai sofrendo.
As células do Eu mudam totalmente em cada sete anos, mas a sua identidade
mantém-se imutável. Esse algo consiste no seu padrão genético.
Se as células que compõem um organismo morrem, esse
organismo não se poderia considerar eterno. No entanto, as células não morrem,
regeneram-se organizadas de acordo com o seu padrão genético.
O ser humano cumprindo o seu ciclo evolutivo, procria. Ao
fazê-lo transmite através do ADN as suas características genéticas, tanto físicas
como espirituais, renascendo assim uma vez mais, com as modificações próprias
da evolução como um novo ser. Essa é a forma como nos tornamos eternos:
procriamos e multiplicamos-nos.
A vida é o resultado da organização de uma série de
elementos, de uma forma particular baseada na genética e esta é também ela o
resultado da evolução da energia.
As características genéticas são a nossa identidade
original, que nos permitem ser nós mesmos e não um outro. Ao procriar-mos com
outro ser, compartimos uma nova organização genética, e por meio da acção do
meio em que se desenvolverá e ao qual se adaptará, isto é, evolui.
Em cada procriação renasce-se e evolui-se evitando a morte.
Se o padrão genético, que permite a organização do meu Eu morre-se, então a
vida terminava. Mas, porque se transmite e multiplica posso disser que sou o
primeiro homem, mas também o último.
Por outro lado, se não procriarmos, não morremos porque
somos parte de um Todo. A nossa genética transmite-se a todos os filhos, isto
é, multiplica-se de tal forma que cada filho é também ele parte do outro, por
isso são irmãos. O que também nos permite afirmar que não somos um Eu mas um
Eu-Nós. Esta definição aproxima-nos uns dos outros reforçando em Nós a
concepção de Humanidade, aproxima-nos da Natureza e consequentemente do
Universo.
Afirmar que não morremos, mas que somos eternos, é
importante não pela discussão de vida ou morte, mas porque nos permite
encontrar maior sentido na Vida, no passado, neste presente e no futuro.
Tornamos-nos um só com os nossos filhos e irmãos, e com a humanidade;
prepara-nos para a necessidade de cuidar da nossa Casa, a Natureza onde
estaremos vivos para sempre; hoje integrados no nosso padrão genético como
seres humanos, e amanhã, graças à evolução, talvez como montanha, mas sempre
fazendo parte da mesma eternidade."
Traduzido de:
!Pura Vida!
Hernando Rojas R.
Quito, Ecuador
Para Maria Luisa, minha avó, maestra da minha liberdade,
benção da minha vida, exemplo de humanidade e eterna companheira de brisa e
vento. Voa livre meu Grande Amor.
Fotografia: Tim Meyer
22 de novembro de 2013
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