1 de janeiro de 2008

Year We Go . . .





ALVALADE

6 comentários:

Devir disse...

Trick to embargue.

[A] disse...

São latas, senhor são latas!

small disse...

*Um verdadeiro milagre!!!
Ja' viste o teu mail? mandei-te o meu 1ro.
abracos de londres

Anónimo disse...

"There's a star man looking in the sky and he would like to come and meet us..."

Dá-lhe manolas

Xana

Anónimo disse...

Era uma vez um rei que vivia fechado dentro do seu castelo. Um dia, num fim de tarde de Inverno, inesperadamente, mandou abrir os portões e decidiu sair. Foi seguido de perto por um séquito enorme de conselheiros e ministros que nunca o abandonava. Ao som deslizante do manto de veludo púrpura, que o rei arrastava pelo empedrado, o grupo dirigiu-se ao povoado. O ‘toc-toc’ ocasional do manto, obrigado a ultrapassar uma saliência mais saída do caminho, era quase abafado pelos passos da comitiva. De súbito o rei viu ao longe, junto à porta de entrada na aldeia, a rainha, rodeada de figuras masculinas e femininas, todas vestidas de cinzento. Caminhou na sua direcção e o olhar vago, vidrado, sem expressão, daqueles homens e mulheres vestidos de igual, não lhe permitiu discernir se a sua atitude era servil ou ameaçadora. Esperou então pelo séquito, que se atrasara um pouco. Mas aqueles homens e mulheres reconheceram-no e afastaram-se, arrastando os pés em ritmo binário, certo, muito certinho. Reparou então que tinham nas costas, a vermelho, o seu nome bordado. O povo afinal ainda era o que sempre tinha sido. E o rei tranquilizou-se. Aproximou-se da rainha que finalmente se apercebeu da sua presença e lhe sorriu. Mas ele pensou distinguir nos seus movimentos alguma hesitação. A rainha tinha as mãos no regaço, parecendo esconder alguma coisa.

- Que tendes aí, senhora?

- São rosas senhor!

- Rosas? Em Janeiro? – perguntou o monarca desconfiado que vislumbrara uns quantos tês a espreitar do colo da rainha.

A rainha abriu os braços e uma rosa gelada petrificada caiu sobre o dedo grande do pé direito do rei que irado praguejou. Colérico, voltou as costas à rainha, e regressou ao castelo, decidido a não voltar a passear.

Ao longe, mal se ouvia o ‘cot-cot’ do manto, de regresso.



...

Na Primavera seguinte a rosa descongelou, ganhou raízes, cresceu e nasceu um bloco residencial de têcincos e têseis – condomínio fechado - para os conselheiros e ministros. O rei não voltou a sair do castelo. Foi obrigado a abdicar. Foi instaurada a República. A rainha deixou-o e fugiu com um construtor civil. O povo mora longe, num bairro de casas todas iguais, pintadas na sua cor, de cinzento.

MauMau disse...

Frigging Fantabulastic!!!