Branco de todas as tonalidades de frente entre cúmulos que carregam a limpeza do caudal a montante. Aqui junto tem corpo de espadas de São Jorge na sombra do papel. Justo, deixa passar a luz nos poros da pálpera polpada de laranja. Trás gomos somados de poças salgadas na maré, que viva, encheu o seu costumeiro milagre de perceves, mexilhão e navalheiras. Da varanda são bonitos os andaimes, têm piano de escadinhas para a areia, que sem pegadas, sossega solene na praia. Castelos, pontes e corridas de caricas, boca roxa de amoras e o pestanejar dos saltitos sobre as pedras. Ganhamos sempre no silêncio ondulado que poisa nas cavalitas do ouvido. Sou um explodido nos teus segredos de mão, das algas ao coração.
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