23 de junho de 2013

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Pucon
9/6/13

21 de junho de 2013

Buff


"Lo primero que vi venir fue la mano, [azul], robusta, abierta la palma hacía mi..."

Concepcion
18 Junho 13

Seiva

http://issuu.com/ximbu/docs/seiva_curvas2

17 de junho de 2013

Madiba



Estudo. Madiba 1.
Concepcion. 6/2013

16 de junho de 2013

de secret



:

...a realidade nos seus detalhes, nuances e sugestões comunica contigo.
No momento em que essa porta se abre, o teu caminho assume um sentido cuja direcção não tem certo, não tem errado. Melhor e pior deixam de existir, não têm lugar porque dão lugar á mais pura liberdade. Os passos passam a ser dados com base num livre arbítrio apenas guiado por e pela beleza da criação. Interpretar ou criar com base neste pressuposto consiste numa imesurável possibilidade de libertação. Prazer na simples existência, na contemplação. A arte, enquanto manifestação criativa superior é um reflexo da energia que nos envolve e materializa. Neste lugar, criar passa a ser um meio de reflectir a nossa humanidade. Somos antenas que damos flor e fruto com a cor e com o sabor do que respiramos. Ou não.
Na comprensão e vivência deste paradigma reside uma forma de estar neste plano onde se encontra um olhar sobre todas as manifestações naturais e humanas.
Olhar atentamente, intuir e reflectir sobre o que nos é dado, é, e sempre será, a base da melhor das opções. A tua.

___


…reality in its details, shades and suggestions communicates with you. The moment that door opens, your path takes on a meaning whose direction is neither right nor wrong. Better and worse cease to exist, competition have no place because and give way a pure form of freedom. Steps are gradually taken on the basis of a free will only guided by the beauty of the creative process and exercised in its name option after option. To interpret or create art taking this assumption as a starting point opens the way for endless possibilities of connexion. Taking pleasure from existence, in the simplicity of contemplation. Art, as a higher creative expression, reflects the energy that involves us and materializes us. Here, to engage in the creative process becomes a form of reflecting our humanity. We are antennae that flower and fruit with the colour and taste of what we breathe.
In understanding and experiencing this paradigm lies a way of life in this plane of existence where we find a gaze upon all natural and human manifestations. To gaze attentively, to intuit and reflect about what is given to us is and always will be the basis for the best of choices. Yours.

12 de junho de 2013

10 de junho de 2013

Grotugal




Grotugal
200 x 73 cm
Técnica mista sobre porta de roupeiro sueco reutilizada vezes sem conta.
Grotugal é um reflexo do estado da arte de Portugal: Grotesco.



Em Portugal, o dia 10 de Junho era o de Camões, foi o de Portugal e agora é o das comunidades. Monetáriamente comuns.
Em Portugal, comunicar significa pagar mais que qualquer outra pessoa de um estado europeu por um acto que leva ao desenvolvimento económico, inter-relacional, profissional e humano.
Em Portugal, combustível o necessário para um desenvolvimento económico não baixa em função do valor de aquisição da matéria-prima mas aumenta em função de uma estratégia de controlo social e lucro fácil.
Em Portugal contrariam-se 800 anos de história de independência escritos com o sangue de dezenas de gerações de portugueses.
Em Portugal a cultura é abafada como despesa supérflua e um Ministério com essa pasta foi um corte orçamental e um sector fundamental para o desenvolvimento da entidade, criatividade e desenvolvimento social de um país é uma incógnita á deriva.
Em Portugal a maioria da população está contra as medidas do Governo para fazer frente á situação de bancarrota decretada pelo Banco Central Europeu, e não existe a capacidade de organização e mobilização do povo para levar a cabo um boicote ao sistema partidário, e implementar um novo conceito de gestão do país que defenda justa e directamente os interesses do se povo bem como o seu enquadramento no mundo através de uma política externa lógica e eficiente.
Em Portugal a criminalidade política e os casos de corrupção são mastigados por uma retórica tão apaixonada que levam a uma adormecida luta no sofá.
Em Portugal, desenvolve-se um esforço intelectual considerável a discutir mais um desnecessário acordo ortográfico cuja implementação não só nos afasta da raiz latina da nossa língua, como deixa muito bem ocupadas muitas cabeças que podiam estar a pensar e escrever sobre questões que acrescentassem realmente algo importante.
Em Portugal a ética, a verdade, o relacionamento humano e direitos de cidadania essenciais definham como reflexo das medidas de austeridade.
Em Portugal, o real valor de uma palavra de honra, do aperto de mão e do abraço estão em risco de contrair gripe de uma estirpe cientificamente muito complexa.


 Em Portugal, duas gerações de um pós guerra colonial chocaram com a heroína e com a cocaína, ganhou-se com a informação, com os centros de recuperação e muitos medicamentos, hoje, fertilizam-se os neurónios dos adolescentes mas passa-se factura.
Em Portugal, proibiram-se e controlam-se as produções caseiras que estavam na base da subsistência, da praticamente inexistente população rural. Linhagens de conhecimento ancestral de produção terminaram para dar lugar a superfícies que vendem alternativas produzidas industrialmente e quase sempre com distancias de transporte em nada sustentáveis.
Em Portugal, como num tubo de ensaio, é aplicada uma estratégia de anexação económica que está desenhada á muito tempo e com predadores e presas bem definidos.
Em Portugal, ainda não se compreendeu que a maioria das doenças degenerativas derivam da contenção de instintos básicos, de impulsos e  necessidades que foram afastadas por necessidades que foram criadas visando a capacidade de escoamento de mercados. Visa?
Em Portugal, os erros e atribuição de culpa cometidos no passado continuam a ser o tema de conversa que impede o debate de soluções para o futuro.
Em Portugal, o planeamento, o património, e a gestão do território natural é uma incógnita em chamas todos os verões.
Em Portugal, nos dias que correm, ter a coragem ou a surpresa de se ser pai, significa contribuir, ainda em gestação, com um devedor de 20.000 €.
Em Portugal, vende-se o país quando faz calor e demonstra-se «conhecimento de causa» quando se refere em conversa fresquinha a expressão silly-season.
Em Portugal, o mais, o menos, o melhor e o pior, o certo e o errado são incutidos desde bem cedo para não deixar margem para só ser, só acreditar, só experimentar e questionar livremente. A competição é uma disciplina obrigatória e quem não tem aproveitamento está «condenado a varrer ruas».


Em Portugal, ainda está por perceber, que quem varre as ruas tem o poder nas suas mãos porque se fizerem greve não adianta ter motorista, guarda costas ou o corpo de intervenção, porque a merda que fazemos vai entrar pela janela num cenário de Deus nos acuda.
Em Portugal, o mestre Carlos Paredes ou vendia drogas muito boas, vivia de rendimentos, dava aulas de música, seguia para Marte com bilhete só de ida, ou foi escriturário toda a sua vida.
Em Portugal, ainda se confunde expressão artística com quadros bem bonitos que ficam um luxo com os cortinados da sala.
Em Portugal defender a bandeira nacional e cantar o hino sem conotações idiotas só é possível quando joga a selecção.
Em Portugal, os outrora heróis do mar fazem publicidade a produtos bancários e shampoos anti-caspa, o seu corte de cabelo é destacado nos jornais e a total ausência de responsabilidade social brilha em colecções de automóveis cujo valor ultrapassa velozmente alguns anos de alimentação e ensino de todas as crianças que vivem em condições miseráveis no bem bonito jardim do arquipélago da Madeira.
Portugal vendeu a sua energia um grupo chinês. É portanto normal que cada cidadão quando acende a luz contribua mensalmente para o plano de alargamento económico asiático e siga a dança.
Portugal foi «competitivamente» viciado em doutores para que a capacidade de resposta através dos seus recursos naturais se torna-se num estigma social.
Em Portugal engolem-se  medicamentos por tudo e por nada, mas está-se bem, faz solinho.
Em Portugal, a portagem da ponte 25 de Abril ainda continua e aumentou porque a manutenção é muito cara sobretudo quando o povo se  mobiliza em descontentamento em frente da policia de intervenção ao serviço da privatização.
Em Portugal, nascemos e crescemos em cenário de «crise» desde que existe açorda, e dai se conclui que não pode haver melhor justificação para atentar contra a vivência de um povo, e de que alimentar essa ideia é uma perca de tempo em detrimento de soluções concretas e alternativas.


Em Portugal ainda se vive das aparências quando não se têm soluções.
Em Portugal toda a gente tem uma boa solução para tudo quando está deitado a apanhar Sol mas a realidade é um pranto cheio de sombra.
Estar em Portugal tornou-se doentio porque o adormecimento e apatia das pessoas é cultivado sem escrúpulos por uma programada comunicação social a serviço de um governo (des)controlado pela finança mundial.
Em Portugal todas as pessoas da minha geração podia ter escrito este texto mas não o fazem porque estão demasiado ocupados com a sua sobrevivência.
Em Portugal, a dinâmica, a perseverança, a criatividade, o reconhecimento e o sonho são vulgarmente a inveja de alguém.
Em Portugal, ser artista é nascer rico, ser louco, marginal, ganhar a sorte maior, ter tido reconhecimento e visibilidade além fronteiras ou ter morrido.


Em Portugal, ainda se escrevem nomes de ego hip nas paredes e sem mais que isso se contribui para uma distante visão pop que justifica gastos estúpidos em brigadas anti-graffiti.
Em Portugal, a massa crítica é inexistente ou previsível e quase sempre desencadeada por quem trocou a regras do jogo e com ele lucra aparências.
Em Portugal, ser jornalista é trabalhar para um grupo de manutenção de poder, esquecer a investigação e a pesquisa que serve o interesse público, ou trabalhar na restauração.
Em Portugal, enquanto a Islândia saia para a rua para exigir um modelo político para e do povo bem como a prisão dos culpados que levaram o país a uma dívida sem precedentes, nós viamos três telenovelas seguidas de um filme americano cheio de medo a começar pela noite a dentro.


Em Portugal, foi posto no circo da Presidência da República um economista que levou ao abate de frotas e desbaratou as cotas de pesca de um Atlântico que, desde que o tempo é tempo, alimenta as raízes do país que preside.
Em Portugal, a classe política, refinadamente, substituiu ego e poder por coragem e povo.
Em Portugal, o fato e a gravata tornaram-se na arma do ladrão e continuam a meter mais respeito que um fato de macaco com nódoas de trabalho.
Em Portugal, é impossível fazer 100 metros na cidade sem se ser repetidamente agredido por layouts com publicidade, mas os tags dos putos estão "mal muito mal e são uma porcaria sem jeito nenhum".
Em Portugal, mistura-se muito bem: arte, contemporaneidade, plasticidade, conceitos, textura, estética, semiótica, edição e vivência artística com bués de likes.
Em Portugal, parece ainda ser uma estranha questão a de que a Humanidade vive um momento de profunda mudança relativamente á forma como se enquadra global, social e pessoalmente.


Em Portugal, festejou-se a construção de estádios e grita-mos Euro!! a maior dívida externa contraída pelo país, e tivemos quase lá, mas campeões foram num acaso os que estão agora gregos na Grécia.
Em Portugal, ajusta-se a data da manifestação, acerta-se a combinação, e adia-se a necessária mobilização, porque amanhã joga outra vez para a Taça de cheio o meu implacável Benfica.
Em Portugal, educação, entre-ajuda, honestidade, gentilidade, verdade e camaradagem são um incompreensível e perigoso comportamento.
Em Portugal, o fado da vida dos outros e a mesquinhês é ainda o melhor dos bálsamos para o esquecimento e sobreposição do nosso.
Em Portugal, fomos levados a esquecer que a Europa sempre esteve mais longe do que únida e de que os pasteís de Belém vêm com canela desde sempre.
Em Portugal, karma e shakras ainda são considerados produtos gourmée ou derivados de arroz xau-xau.
Em Portugal, quem descontou toda a vida para uma "Segurança Social", quando necessitar de assegurar a sua sobrevivência conclui que o estado social planeado na fusão de todas as caixas de previdência que funcionavam foi roubado por gestão criminosa.



Em Portugal, a justiça ainda tarda e muitas vezes falha.
Em Portugal, morreu um rei na praça para nunca mais acordar as revoluções são feitas em paz, com cravos e na hora certa da chegada de um comboio carregado de boas intenções importadas.
Em Portugal, somos anfitriões de pessoas de todo o Mundo que juram quase sempre ter de voltar e voltam, mas esquecemos-nos disso com diligente assiduidade.
Em Portugal, são educados por um sistema pago pelo povo, milhares de profissionais que são exportados e fazem a diferença em todo o mundo.
Em Portugal, o subsídio de desemprego mais umas por fora ainda é motivo de orgulho porque tá lá calor.
Em Portugal a ausência de alternativas e capacidade de resposta está ser perigosamente assimilada pelas gerações mais novas.
Em Portugal, a classe universitária não se pronúncia sobre o afundamento do mercado de trabalho que supostamente vai integrar porque está praxadamente embriagada com as queimas das mulheres gordas que não lhes convém.
Em Portugal, paga-se bem caro os erros de cálculo de corpos de administração de bancos em bancarrota e os responsáveis seguem impunes o investimento nos políticos de todas as cores que patrocinaram nas eleições.



Em Portugal, ainda se debate que um partido pode vir a ser melhor que o outro sem que se entenda que o Parlamento é uma central de negócio e que democracia tem de ser isso mesmo.
Em Portugal, os velhos são só velhos e as suas memórias e sabedoria não são aproveitadas no auxílio da educação dos mais novos.
Em Portugal, mudar dá muito trabalho e pode até ser um atentado contra a segurança de estado.
Em Portugal, as escutas telefónicas, e a análise de dados confidenciais serve para controlar, antecipar e indicar estatisticamente padrões de comportamento social e de consumo.
Em Portugal, eu temia pela minha integridade se publica-se este texto.
Em Portugal, eu estou onde nasci e em Liberdade cresci, onde está a minha família, onde conecto com as minhas origens e tribo. Mas não chegou.
Em Portugal, eu dei o meu melhor durante muitos anos mas essa questão de nada serviu para me congelarem contas bancárias e me tentarem converter a uma vida miserável sem qualquer nexo, não conseguiram, sou mais que um número, sou português e amo demasiado o meu país para ficar normalmente sossegado a ver chefes de familia sem solução a chorar na rua.
Em Portugal, a hipócrita normalidade apática tornou-se no peso insustentável de quem tem de ir ou estagna.



Longe de Portugal, descarreguei aqui o que me prendia. Mas também é nesta distância e na adaptação que sinto e torno viva toda a herança cultural que me corre no sangue. Com muito pouco, temos uma incomparável bagagem humana. É, não de menos, o que realmente possuimos, uma humanidade e compressão de outras culturas que consiste no maior dos legados, e que não pode, não deve nem será nunca ser esquecida, porque dai advém tudo o que podemos vir a ter sem que nos condenem a ser parte integrante de um plano anexo. E mudo.











Arco
















Praça do Comércio
25 de Abril, 2013

A aprendizagem retirada apartir da execução contra relógio de todos os stencil sobre o tapume é uma história debaixo de muita chuva, vento, directas, persistência e crença na restauração do Arco, da Rua Augusta.
Agradecimentos muitos, ao Rui, ao Tenro ou nadava, á Susana Comparada, á Anabela Fontes e a todo o pessoal da Spray que demarca um profissionalismo que faz a diferença e acreditou até lá estar. A Todos Um Abraço.

2 de junho de 2013

Ouder bericht



Parque Equador
21 de Maio

1 de junho de 2013